01/08/2015

Limpeza de armário

Das melhores sensações da vida é dar coisas que vão fazer a felicidade (ou simplesmente ser úteis) a outras pessoas e esse pode ser um critério na hora de fazer uma "limpeza" do armário.
Mas muitas vezes fazer uma limpeza de armário é o mesmo que jogar no totoloto. O que vamos precisar? O que se vai usar? 
Há muitos critério e um deles é dar o que já não se usou na temporada anterior. E há mais critérios.
Quem não tem experiência do que lhe falta depois de ter escolhido o que pôr de parte? Ou do que lhe ficou a sobrar depois e podia ter dado?
Recentemente vi este esquema quer acho que pode ajudar por aí. A pendurar na porta do armário?

30/07/2015

Tendências. Seventies. Do fim de semana ao trabalho. 24 horas.

As colecções são uma verdadeira ode aos anos 70 do século passado.
Acho que

  • uma blusa estampada de seda, 
  • um colete ou camisola de tranças justa e
  • saia comprida de ganga com botões à frente
  • um casaco curto de camurça 
marcam a estação e a diferença.




Por isso, escolhi estes da coleção da Zara e da Mango:


21/07/2015

Moda erudita: Prada.

É uma das marcas mais eruditas e interessantes desse ponto de vista. E, além disso, talvez das mais influentes porque cria tendências que, mais tarde, são acolhidas.  Quantas coisas poderia contar sobre a Prada, da sua origem com as malas italianas feitas de um material ultra-leve e que hoje a casa italiana ultrapassou há muito (mas não estão ultrapassadas). Sobre a Miuccia Prada, ela própria. Sobre a marca Prada e a marca Miu Miu.
Todos os anos é um enlevo ver os desfiles da Prada, as coleções que comportam sempre uma novidade única. Este ano foram as fotografias da publicidade da  coleção FW2015 de homens.
As fotografias de um surpreendente bom gosto cheio de "defeitos" assumidos, marcadas pela imagem "clean" de homens reais, com os braços curtos de mais, as mangas com uma volta virada para fora e onde nem um único é modelo (ou o parece ser).
Fotografias intemporais e algo perturbadoras, que nunca nos deixam indiferentes. Mas definitivamente artísticas.
A imagem, essa, é puramente consistente e eu acho que extraordinariamente positiva, de uma elegância depurada e quase hermética. Mas com um imenso significado e, nesse sentido, muito "aberta".
O vídeo publicitário poderia estar a ser exibido em qualquer museu contemporâneo. Está no site da Prada e pode ser visto neste link aqui:
http://www.prada.com/en/collections/advertising-campaign/man-fw-2015.html?adv=adv-content1
A Prada vai ser uma marca que "marcará" a moda para sempre. Uma influência que pode ter muitas origens e destinos, mas uma influência seguramente erudita.
Se puderam, é "obrigatório" ver as "impossible-conversations" entre a senhora Miuccia e a senhora Schiaparelli do Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque. Um autêntico mimo!

Oliver Goldsmith, Gucci e "heritage" e outras histórias.

O tempo, a história, os acontecimentos, os problemas, as crises, a (sobre)vivência dão-nos um tesouro, uma sabedoria que é simplesmente impagável.
Numa época em que se atiram os velhos (e as crianças) para a zona escura ou escondida da sociedade, pensar na "herança" é muito importante. Numa época em que as marcas escolhem miúdas acabadas de sair da adolescência para publicitar cremes  "miraculosos" para as  rugas  é importante parar para pensar com a cabeça sobre este tema. Eu sou optimista e penso sempre que o mais racional e lógico é amar a nossa condição actual e aprender a gostar dela. Por isso, acho sempre que a melhor idade é aquela em que eu estou. E efectivamente estou profundamente convencida disso: aceitar a idade é condição de elegância porque só partindo da realidade é que conseguimos demonstrar com verdade aquilo que somos. Isso, para mim, é condição da elegância.
Hoje a maior faixa "de mercado" são as mulheres de 50 anos e isso dá-lhes um estatuto único e um enorme poder. Isto faz-me pensar no discurso da Patricia Arquette quando ganhou o Óscar e nos imensos anos da minha vida profissional em que fui olhada com uns olhos não-profissionais pelos homens (e algumas mulheres) que fizeram com que eu tivesse de ter dado provas que não foram exigidas aos homens e ter trabalhado mais do que os homens para dar provas, me impor como profissional numa área de "fatos de terylene" cinzentos-claro (que eu odeio) e para que olhassem para mim enquanto profissional e  não como "mulher de trapos". Mas isso são outras histórias que não são para aqui chamadas.
Hoje vou contar duas histórias muito interessantes sobre "heritage". Um tem a ver com a Oliver Goldsmith e outra com a Gucci.
Antes da Oliver Goldsmith os óculos eram todos de metal. A Oliver Goldsmith tinha em frente uma fábrica de botões. Então, um dia, lembraram-se de ir à fábrica de botões e pediram-lhes que fizessem umas placas para fazer óculos. Parece que nesse dia fizeram cem óculos com este material inovador para a época. E parece que os cem óculos se venderam numa hora. A partir da Oliver Goldmisth a história dos óculos nunca mais foi a mesma. Hoje todos os óculos desta marca têm o ano da sua criação na haste, do lado de dentro (não têm a marca por fora, como eu gosto). Talvez os mais icónicos sejam os usados pela Audrey Hepburn ou a Grace Kelly. Uma curiosidade é que estes óculos são feitos exactamente da mesma forma que o eram em 1960 ou 1959 ou 1971! Ter nas mãos uns óculos assim é uma aventura! Estão cheios de história e de histórias para contar!!!!


Outra história tem a ver com as pegas de bambu nas carteiras da Gucci. No tempo da guerra e nos pós guerra, os bens eram racionados e não havia couro. Itália foi muito afectada com a guerra e, em 1947, pela falta de couro, os criadores da Gucci resolveram fazer a pega da carteira em bambu. Hoje em dia a "bamboo bag" é um ícone que inspira milhares de outras marcas (e imitações...), incluindo bijutaria. A forma do bambu passou para outras coisas e é conhecida nos relógios e nas argolas da Gucci. Mas tudo começou numa época de enormes dificuldades.
Eu lembro-me sempre desta história nos tempos de crise e concluo que muitas coisas boas podem resultar de épocas menos boas, seja da história, seja das nossas vidas!

Estas fotografias são do século passado, mas têm alguma coisa de "intemporal"

16/07/2015

Deep-Paradis

Lily-Rose Melody Depp
Imaginem um bocadinho do Johnny Deep com um bocadinho da Vanessa Paradis, tudo bem misturado.
O que dá?
Dá a promessa no mundo da moda, recentemente fotografada pelo Senhor Lagerfeld (ele próprio) para a Chanel.



Histórias de amor

Histórias de amor não são de paixão. Os primeiros anos de casamento também não se trocam pelos seguintes  porque começar a viver juntos é difícil e custa e é preciso superar as dificuldades. Em nome de alcançar um bem e uma felicidade maior. Talvez por isso o número de insucessos aconteça mais nos primeiros anos de casamento.
No dia do casamento dos príncipes do Mónaco fez-me uma imensa impressão a cara fechada de uma surpreendente tristeza da princesa. Hoje vemos as imagens de ela lhe dizer - a ele e em público!  -  "és o príncipe do meu coração Alberto".  E agora foi a vez de ele chorar de emoção. Ele que não chorou no dia do casamento. Surpreendente.

Também a história da Sara Carbonero que seguiu o seu Iker para a maravilhosa cidade do Porto. Ela podia tê-lo deixado ir sozinho em nome de mil razões, a começar pelo seu trabalho de sucesso na TV5 de Espanha. Mas deixou tudo por ele. Por um amor (e porque não é parva nenhuma).

Histórias de sucesso são as que ultrapassam os insucessos.

Já o Jacques de la Palisse dizia o mesmo.



Maquilhagem: olhos maiores.

14/07/2015

Minimalismo.


Com elegância. Aproveitar a roupa que se tem com a máxima simplicidade e a máxima elegância.
Num "menos" que é, na realidade, um "mais" e um "fashion statement".
E, nesta altura, uma inspiração para comprar clássicos em
tempos de saldos. Aqui fica o "new" para a próxima estação. Neste caso, da Uterque. Um novo que é intemporal.
Em looks que, por vezes, têm um efeito de desporto que me engancha. Também ando encantanda com o n ovo ""this-is-bufallo-bill" da Bimba e Lola.
Mas estes (da Uterque) vêm para aqui porque são pura inspiração de classicismo. Por isso e por causa do tema de "o que se pode fazer com umas simples calças pretas".


07/07/2015

"Vestidos de noiva inesquecíveis" com Hubert de Givenchy. E histórias da moda.

Estão em exposição na Igreja do Palácio Cadaval.



Hubert de Givenchy! Ele tem uma história muito interessante para conhecer, mas pode dizer-se que é, no verdadeiro sentido da palavra, um "amante das mulheres" porque as gostava de ver bonitas. Completou o curso de belas artes e trabalhou com costureiros famosos de que destaco a ultra fabulosa Elsa Schiaparelli. A Senhora Schiaparelli também tem uma história ultra-interessante, sobretudo no que diz respeito ao seu extraordinário talento e às relações com o mundo da arte e dos artistas (era amiga do Salvador Dalí e quem não se lembra do sofá que ele lhe fez para o seu atelier? e os desenhos surrealistas dos vestidos e dos chapéus? Um mundo!!! - hoje renovado com o recente relançamento da casa Shiaparelli) Eu, se pudesse, estava aqui o tempo todo a contar estas histórias tão, tão interessantes que atiram o mundo da moda para o campo da arte.
O Senhor Hubert de Givenchy, filho de aristocratas, seguiu o que o seu talento ditou e ainda bem.
Outra pessoa com quem trabalhou foi o Cristóbbal Balenciaga (outro mundo!!!!!!) que era filho de pessoas modestas do País Basco (Espanha) e que tinha um  talento gigante que marcou a moda para sempre.
Mas ... tenho de ir trabalhar. 
Hubert de Givenchy! Um senhor! Um costureiro, mas acima de tudo, um artista.
E eu a pensar que tenho de ir a Évora ver estes vestidos de noiva inesquecíveis.
Aqui:

06/07/2015

Hidratação

No Verão uma das necessidades básicas, para mim, é hidratação. De tudo, incluindo pele e cabelo.  Os creme para depois do sol são, sempre e para mim, uma desilusão porque não conheço um único que cumpra essa função. Agora que alinhei pelo "huile prodigieuse" da Nuxe, vale a pena vir ao meu blog dizer que adorei e que gostei imenso sobretudo porque é absorvido pela pele, deixa uma reminiscência de um cheiro maravilhoso e ...hidrata mesmo, incluindo depois de um  dia ao sol e ao vento do mar. E não deixa marcas na roupa porque é um óleo seco. Já percebi porque é que anda há tantos anos no mercado e todas as pessoas falam bem dele.
Eu comprei uma edição limitada e com promoção de desconto.  
E deram-me uma frasco-amostra do "Huile prodigieuse or" que está em cima da bancada da minha casa de banho à espera do dia para ser usado. Que vai ser muito em breve porque gosto do efeito dourado, sobretudo no Verão.
... Cada vez gosto mais de Verão e queria que este não passasse...