07/07/2015

"Vestidos de noiva inesquecíveis" com Hubert de Givenchy. E histórias da moda.

Estão em exposição na Igreja do Palácio Cadaval.



Hubert de Givenchy! Ele tem uma história muito interessante para conhecer, mas pode dizer-se que é, no verdadeiro sentido da palavra, um "amante das mulheres" porque as gostava de ver bonitas. Completou o curso de belas artes e trabalhou com costureiros famosos de que destaco a ultra fabulosa Elsa Schiaparelli. A Senhora Schiaparelli também tem uma história ultra-interessante, sobretudo no que diz respeito ao seu extraordinário talento e às relações com o mundo da arte e dos artistas (era amiga do Salvador Dalí e quem não se lembra do sofá que ele lhe fez para o seu atelier? e os desenhos surrealistas dos vestidos e dos chapéus? Um mundo!!! - hoje renovado com o recente relançamento da casa Shiaparelli) Eu, se pudesse, estava aqui o tempo todo a contar estas histórias tão, tão interessantes que atiram o mundo da moda para o campo da arte.
O Senhor Hubert de Givenchy, filho de aristocratas, seguiu o que o seu talento ditou e ainda bem.
Outra pessoa com quem trabalhou foi o Cristóbbal Balenciaga (outro mundo!!!!!!) que era filho de pessoas modestas do País Basco (Espanha) e que tinha um  talento gigante que marcou a moda para sempre.
Mas ... tenho de ir trabalhar. 
Hubert de Givenchy! Um senhor! Um costureiro, mas acima de tudo, um artista.
E eu a pensar que tenho de ir a Évora ver estes vestidos de noiva inesquecíveis.
Aqui:

06/07/2015

Hidratação

No Verão uma das necessidades básicas, para mim, é hidratação. De tudo, incluindo pele e cabelo.  Os creme para depois do sol são, sempre e para mim, uma desilusão porque não conheço um único que cumpra essa função. Agora que alinhei pelo "huile prodigieuse" da Nuxe, vale a pena vir ao meu blog dizer que adorei e que gostei imenso sobretudo porque é absorvido pela pele, deixa uma reminiscência de um cheiro maravilhoso e ...hidrata mesmo, incluindo depois de um  dia ao sol e ao vento do mar. E não deixa marcas na roupa porque é um óleo seco. Já percebi porque é que anda há tantos anos no mercado e todas as pessoas falam bem dele.
Eu comprei uma edição limitada e com promoção de desconto.  
E deram-me uma frasco-amostra do "Huile prodigieuse or" que está em cima da bancada da minha casa de banho à espera do dia para ser usado. Que vai ser muito em breve porque gosto do efeito dourado, sobretudo no Verão.
... Cada vez gosto mais de Verão e queria que este não passasse...


29/06/2015

e vai mais uma

Isto é simplesmente horroroso. E se for o interior vermelho e o exterior branco transparente?
Eu já vi....



Mangas cavadas

Mangas cavadas podem significar categoria ou toda a perda dela. Continuo numa de visão negativa mas estou mesmo cansada de ver isto.

Minissaia e outras coisas.

Mini-saia agora escreve-se minissaia mas às vezes é uma visão dantesca.
A minha inspiração quase nunca me dá para escrever sobre o que não gosto porque são infinitamente mais (em número e em interesse) as coisas de que gosto muito.
Mas numa só semana vi dois pares de pernas a sair de uma mini saia marcadas pela forma da cadeira onde tinham estado sentadas.
Além desta há outras visões dantescas...

27/06/2015

Tshirt "jóia" + calças sporty

Gosto definitivamente desta entrada desportiva nas tendências de moda e do efeito "casual chique" ou, neste caso, "sport chique".

Que tal a ideia de a misturar com uma "peça-jóia" de pedraria?

Cerimónias, casamentos, baptizados e outras que tais.


 Quando se pensa em eventos mais especiais a primeira palavra que me vem à cabeça é a "adequação". Ao evento, às pessoas que queremos honrar e ... ao nosso corpo e maneira de ser (porque quantas pessoas vão para casamentos a parecer mascaradas!). Há regras protocolares como, por exemplo, levar carteiras pequenas e usar só chapéu quando o casamento é durante o dia (à noite não). Mas fora isso, o que me parece mais importante é pensar nas pessoas que nos vão ver e que queremos honrar, em vestir-nos para trazer mais beleza à ocasião, usar o que mais vai agradar às pessoas homenageadas. Isso, para mim, é verdadeiro "protocolo". Hoje em Viseu tive uma celebração muito, muito, muito especial. Nada de festaria mas uma celebração que me toca ao coração e me abre todos os poros da pele. E isso bastou para usar um dos melhores vestidos que tenho. Pode não se gostar, mas é um dos melhores que tenho e, claro, que gosto de paixão, E, como tinha que dar o melhor nesta ocasião, aqui foi ele. Com um casaco de camurça ultra-fino porque há sítios em que o respeito (será protocolar?) me atira para a manga comprida. Parece-me que pensar nos outros e na ocasião é o mais importante e que nos transporta para uma estratosfera que fica a milhas do exibicionismos, da afectação, da petulância e da peneirice tonta e vazia de sentido.


23/06/2015

O Solstício de Verão, o corpo e a roupa.

Gosto de vestidos des-construídos em efeitos geométricos desalinhados, como se de um tecido caído ao acaso se tratasse.
Que revelam uma pessoa e não mostram um corpo.
Nos efeitos desestruturados, nas linhas geométricas, na des-proporção encontro a modernidade, um sentido da moda que vai muito para além de um vestido. Vestidos que "encaixam" bem qualquer tipo de corpo porque simplesmente caem sem exibir, e são independentes da altura, largura e outras contingências, não só da pessoa que revelam, mas sobretudo do corpo que reservam para outras coisas infinitamente mais importantes do que a simples exibição pública e anónima.
E porque as escolhas em matéria de roupa nunca são neutras nem "acéticas", adoro esta preservação da intimidade, esta posse dominada e pacifica do corpo, da interioridade que mostra o que a pessoa é sem tornar público o corpo que a pessoa tem.
Um corpo que é corpo sem o ser "à vista desarmada" porque é demasiado importante.

E porque começou o Verão, tudo isto numa fluidez e largura que tornam compatível a roupa com o solstício do calor.

BOM VERÃO!!!!!!

20/06/2015

vestido comprido + misturas de colares

A minha ideia com este blog nunca foi mostrar-me nem apresentar fotografias bonitas que seriam muito mais apelativas e também nunca me importei de "ficar bem no retrato" porque o meu espirito é outro e muito diferente da maioria dos blogues que povoam a internet cheios de fotografias narcisistas das autoras que se mostram desde que estão na cama até que se deitam, contam a vidinha toda, incluindo coisas tão interessantes como idas ao supermercado e o jantar do dia. 
Recentemente retirei deste blog a indicação do número de visualizações porque a mim não me interessam números mas pessoas. Não me interessa fazer do blog um negócio, não me interessa ter "êxito" porque o meu êxito é outro (e muito diferente), não me interessa ser conhecida nem chegar à China mas também é claro que as portas estão completamente abertas e este é sempre um projeto aberto a tudo o que tenha interesse.
 Por isso dei ao blog o nome de Maria que, embora seja o meu, não é aquele pelo qual me tratam. Marias são todas as mulheres Portuguesas a quem quero de coração. 
E o que me interessa é, entre outras coisas, dar ideias ainda que em cenários "fora dos postes". Mas as fotografias "outdoor" são sempre mais bonitas até porque as melhores e mais maravilhosas cores são as cores da natureza.
Agora aqui fica a minha ideia de hoje: vestidos compridos com muitos colares conjuga num efeito que eu designaria um pouco "aciganado" mas que a mim me apetece imenso neste verão.
Tudo isto com uma confidência que fica entre nós: a minha mãe que é, desde que eu me lembro (e lembro-me ainda muito pequenina), o meu ícone de estilo e bom gosto, a minha inspiração, o meu "filtro", a minha conselheira, a antecipação das tendências e da compreensão da moda, não gosta de vestidos compridos. Eu gosto e parece-me que é a única coisa em que não acompanho o gosto da minha querida mãe a ainda um dia hei-de perceber porque é que não gosta de vestidos compridos. Porque é sempre tão interessante perceber porque é que as pessoas gostam ou não gostam das coisas.