... homem....
Acreditam?
É só para pensar que em matéria de moda de homem muito haveria que escrever
... e dizer.
A propósito; que homem vêm com este "staff"?
Encontrei o saco perfeito para trazer e levar roupa de desporto para o ginásio. Nota: não é um saco de desporto. É o saco para a roupa de desporto. Perfeito. Ao longo de muitos anos: encontrei-o! É só a minha opinião. É uma coleção com design e feita por pessoas que fazem desporto e sabem as necessidades. Prática e útil.
Não é suposto neste blogue falar de política e eu não quero falar de política. Basta que hoje em dia a política me incomoda e não vejo notícias porque saio irritada. Porque esta gente não pensa nas pessoas e eu vivo com a dificuldade das pessoas e das empresas todos os dias e a toda a hora e porque esta gente só sabe criar dificuldades às pessoas em vez de as servir. Não fazem a mais pálida ideia do que é o bem comum. Para esta gente bem comum é encher os bolsos deles e dos amigos, como o recente vergonhoso saneamento político por questões de avental.
Pela primeira vez na história deste país vi crianças num congresso político. Crianças. Famílias. Ouvi falar de vida. De esperança. De futuro. De serviço. De bem comum.
Mas não é só esta mulher que marca e faz a diferença. A Marisa Matias: eu tenho mais do que uma enorme admiração por esta mulher. Uma força da natureza, que foi capaz de deixar para trás a ideologia vazia e perversa dos "temas fraturantes" do partido a que pertence para abraçar preocupações sinceras pelas pessoas reais, que a fez assumir como suas as penas dos refugiados, pelo trabalho escondido e árduo que assumiu no Parlamento Europeu, porque enfrentou com
mais força que um homem a industria farmacêutica e porque não se deixou deslumbrar pela política, nem a fama lhe subiu à cabeça, igual a ela própria, porque é simpática, porque é emotiva, porque põe as pessoas no coração, porque mantém o nível e... porque tem estilo. Mas sobretudo porque foi pastora. Pastora de andar com as ovelhas pelo frio e pelo calor, porque não tinha água em casa e a tinha de ir buscar à
Vamos ao certificado. Claro que é uma coisa boa exigir que as modelos tenham parâmetros mínimos de IMC e relação altura / peso e que as subnutridas estejam impedidas de desfilar. Já dizem que muitas vão ter de ganhar peso. Deste atestado médico também tem de constar o historial de hábitos alimentares e da capacidade para a profissão de modelo. Tudo certificado por uma junta médica. E parece que vai ser cumprido porque as multas são de 75.000 € a 6 meses de prisão.
No passado mês de Dezembro tive imensos jantares, como é habitual nessa altura e, alguns, de cerimónia.Numa situação de um jantar numa sala "privada" de um restaurante icónico da zona de Lisboa deparei-me com o facto de que há muitas pessoas que, nas ocasiões especiais, como seja casamentos, jantares de empresa ou simplesmente jantares de amigos, entram em órbita e resolvem transformar-se completamente, A ponto de parecer mulheres de esquina. Foi nesse dito "privado". Antes de
entrarmos, os aperitivos foram servidos numa zona comum. De "repentemente" aparece um grupo com um conjunto de raparigas vestidas de uma forma que não tem explicação. Perante o espectáculo, as pessoas trocaram olhares, perplexos e ... comentaram. O problema é que estas mulheres, embora pudessem ser pessoas como eu (ou melhores) passaram a imagem equívoca de si prórpias que nem as carteiras Chanel (verdadeiras: eu vi) conseguiram afastar. As saias não eram curtas: eram cintos abaixo da cintura que não permitiam que se sentassem de uma forma a não mostrar o interior até ao pescoço (incluído), as costas e o peito à mostra, a roupa cingida e colada ao corpo, vestidos efeito "ligadura". E a cena não era bonita de se ver porque havia muitas banhas a sair por todo o lado. Sim, porque Gisele Bunchen ou Kate Moss só há duas....
Foi no Domingo passado no CCB. As Bodas de Fígaro, a sequela do Barbeiro de Sevilha, de Wolfgang Amadeus Mozart.Três horas que nos enchem a alma de arte e nos dão aquela serenidade das coisas intemporais e, neste caso particular, de bom humor refinado, o que em muito se deve à interpretação exímia dos cantores, muitos deles jovens em início de carreira que se juntaram à Orquestra Metropolitana de Lisboa num projeto com o nome de Ateliê de Opera do CCB (já agora: o nome de André Henriques que encarnou um Figaro inesquecível e com um imenso sentido de humor e de Catarina Rodrigues no papel de um delicioso Cherubino, encarnação da adolescência namoradeira de sangue quente)
Apesar da legendagem em direto e com um enredo que nos atira diretamente para a natureza humana e da música que nos soa imediatamente ao ouvido (mesmo ao meu que é muito, muito duro) fixei-me no guarda roupa. Um guarda roupa fabuloso. Não pela exuberância. Mas porque traduzia um conhecimento profundo de Mozart, da sua obra e desta em particular e que, considerando que o enredo, por revelar a natureza humana, é absolutamente intemporal, estava adaptado aos dias de hoje, com aquela modernidade sem tempo nem idade, actual mas revivalista, contendo em si mesma uma visão desta obra, do seu contexto e do seu autor.Então lembrei-me imediatamente que há bastante tempo que ando a (per)seguir o José António Tenente e que sabia que ele estava a trabalhar no guarda roupa dos espectáculos do TNSC e de outros teatros.