14/03/2016

Que estilo!

Há pessoas que nos marcam. Que nos "compelem" a virar a cara. Que nos admiram. Que não nos deixam indiferentes.
Depois de vários fins de semana fora de Lisboa, neste sábado passei o dia a fazer "recados" que passaram pelas Amoreiras porque é um centro tão confortável para as listas intermináveis de coisas para fazer, adiadas nas minhas últimas semanas de um literal casa-trabalho-casa-trabalho.
Encontrei-as numa das lojas das Amoreiras e tirei-lhes a pinta com um lance de olhar que, de imediato, fixou a imagem numa "fotografia" de cabeça, de "cor e salteado" (tantas vezes ouvi a minha querida mãe dizer que não se olha para as pessoas fixamente que me habituei a ter uma memória seletiva que me faz isto). Sei mais ou menos de onde eram as coisas (principalmente o vestido porque eu fiquei com a saia que já trouxe para este blogue) e posso reproduzi-las aqui. Eram 4 amigas, não percebi de onde porque falavam uma língua que julgo que seria de algum dos países nórdicos. Eram daquelas pessoas que criam a moda e não a seguem. E nós vemos tantas pessoas seguidistas da moda, algumas com a farda do costume e outras, normalmente de certos países estrangeiros (não vou designá-los mas estão por aí a imaginar...), que andam de marcas da cabeça aos pés, coisas muito caras mas que, enfim....  (Precisamente também nas Amoreiras vi uma com um lenço Louis Vuitton, um cinto Gucci, uma carteira Dior e uma botas Chanel, tudo com o logótipo bem visível. Com esta freguesia, se eu vendesse logotipos dourados das marcas fazia um dinheirão). Estas não. Estas eram as típicas do "street style" da lente do Scott Schuman. Ainda hoje tenho pena de não lhes ter falado, embora tenhamos sorrido (eu mais timidamente, mas elas sem problema. Porque somos tão reservados os Portugueses?). Pessoas que eu chamo de "segundo olhar" mas estas eram de terceiro e quarto olhar, de fazer virar muitas cabeças. Não fui só eu....
Se nós arriscássemos mais, se nós percebessemos o que nos fica bem e que sai do comum, elevando o nível, isso é que era um céu de beleza.
Não estou a dizer que, de repente, andemos todos com um vestido dourado "cortado" com um cinto e uma calças por baixo, com umas all star, usado com um blaser de corte masculino e comprido. Ficava-lhe bem a ela. Que pinta!
Mas o que eu penso é que seria sempre bom subir um patamar na originalidade e no chique. Isso passa por arriscar um pouco, com senso comum (q.b) e sobretudo a imaginação de ir buscar peças que estão no roupeiro à espera de uma festa especial e as trazer para a festa de um quotidiano mais bonito e mais brilhante, luminoso e feliz.



13/03/2016

Mulheres que fazem a diferença

Não é suposto neste blogue falar de política e eu não quero falar de política. Basta que hoje em dia a política me incomoda e não vejo notícias porque saio irritada. Porque esta gente não pensa nas pessoas e eu vivo com a dificuldade das pessoas e das empresas todos os dias e a toda a hora e porque esta gente só sabe criar dificuldades às pessoas em vez de as servir. Não fazem a mais pálida ideia do que é o bem comum. Para esta gente bem comum é encher os bolsos deles e dos amigos, como o recente vergonhoso saneamento político por questões de avental.
Hoje fiquei surpreendida.
Pela primeira vez na história deste país vi crianças num congresso político. Crianças. Famílias. Ouvi falar de vida. De esperança. De futuro. De serviço. De bem comum.
 Hoje, pela primeira vez neste país, uma mulher, mãe de 4 filhos, assume a liderança de um partido político ao mesmo tempo que assume, sem complexos, as suas crenças religiosas, as dificuldades e
truques para adaptar a sua vida profissional à sua vida familiar como mulher e mãe, com simplicidade e sem peneiras, descomplicada. Espero, sinceramente, vê-la bonita como quando vestiu aquele vestido da Katty Xiomara com a pêra rocha portuguesa (que pinta!) que a criadora portuguesa fez para uma feira de fruta em Berlim. Na altura, ela era ministra da Agricultura.
Mas não é só esta mulher que marca e faz a diferença. A Marisa Matias: eu tenho mais do que uma enorme admiração por esta mulher. Uma força da natureza, que foi capaz de deixar para trás a ideologia vazia e perversa dos "temas fraturantes" do partido a que pertence para abraçar preocupações sinceras pelas pessoas reais, que a fez assumir como suas as penas dos refugiados, pelo trabalho escondido e árduo que assumiu no Parlamento Europeu, porque enfrentou com
mais força que um homem a industria farmacêutica e porque não se deixou deslumbrar pela política, nem a fama lhe subiu à cabeça, igual a ela própria, porque é simpática, porque é emotiva, porque põe as pessoas no coração, porque mantém o nível e... porque tem estilo. Mas sobretudo porque foi pastora. Pastora de andar com as ovelhas pelo frio e pelo calor, porque não tinha água em casa e a tinha de ir buscar à
fonte. Toda a água: para beber e para lavar. E porque ganhou a vida a fazer limpezas nas casas das pessoas para ganhar dinheiro para tirar o curso superior. E sobretudo porque não fala sobre isto. E quando fala não é com amargura mas com alegria, com uma certa saudade, como um passado que lhe marcou a diferença pela experiência e a que atribui a sua capacidade lutadora. Um espírito positivo que nos dá lições de vida. São mulheres que são uma fonte de inspiração. Se houvesse muitas assim, o mundo estava seguramente diferente.

06/03/2016

Dicas.

Pense no seu roupeiro dos anos 70 (ou no da sua mãe).
A seguir vá buscar os seus "cache-coeurs" dê-lhe uma laçada  de lado. Junte-o a uma saia comprida e fluida. Uma qualquer. Pode até ser plissada. Nos primeiros raios de sol, não hesite em usar com sandálias rasas abertas. Agora mesmo use com botas texanas.
Tome nota: os cache-coeurs voltaram. Se os usar agora estará um passo à frente. O boom ainda nâo "explodiu".

Use uns tops de desporto sobrepostos com saias super produzidas, com folhos, bordados, rendas.
Junta a tendência "sporty" ao chique. 
Faz a diferença!

 

Experimente usar uma das túnicas que agora mesmo encontra nas lojas com uma saia fluida.



24/02/2016

Um blog imperdível.

Mais do mesmo.
Várias posições + mesmo estilismo.
Formato: shorts / mini-saia + Adam Smiths (ou algo do estilo) + aneis pequenos + fios pequenos + do mesmo.
Consequências para quem lê = zero + 100% em perda de tempo
 Conteúdo = zero.
Linguagem = inconveniente, foleira,
Nada de novo. Enfadonho.  "Voyeurismo"
Portanto, a conclusão é que, em matéria de blogs: queremos um imperdível com muito conteúdo e muita inspiração,
 Imperdível é o "Girl in New York" , oficial da Miu Miu. Com uma "miu miu girl" que vai mudando mas com imagens sempre tão humanas e inspiradoras. Mulheres reais com imenso estilo e muitas coisas para contar numa única frase. Um imenso proveito, partanto!
A encarnação do estilo Miuccia Prada. Delicioso, Inovador, Invariável bom gosto. Beleza.
Subscrevo todo este blog na íntegra.
Veja as fotografias e inspire-se em tudo. desde as imagens aos pormenores como o da argola no segundo furo da orelha à fotografia da taça de legumes deslumbrante.
Este vale a pena.
Pela Kate Foley. Da qual a Garance Doré diz: "It means she wears the pants clothes.They don’t wear her."
Isso, sim, é que é estilo!A seguir!

23/02/2016

Dourado e plissado.

Andava de olho nela desde que a Gucci a lançou e as outras marcas a seguiram.
Agora está aqui e custa 1.200 euros (!).

  Fotografia do net-a-porter.
Mas agora há uma aqui. Custa 25,95  euros. Ou seja:  perfeitamente compatível com uma saia que não se vai usar para sempre. Com a vantagem de ser menos brilhante e, por isso, mais vestivel numa onde de dia-a-dia cheio de estilo.

11/02/2016

Shopping: Zara.

Estive ontem na Zara e fiz uma seleção de peças que experimentei, gostei e que valem a pena em termos de qualidade preço.

É polipele mas tem pinta. Este material está a ser usado em marcas de topo como a BCBG e outras (para não falar da Stella M. que não usa pele de animais). A cor é maravilhosa e, ao contrário do que se possa pensar, fica bem com quase tudo. Resulta muito bem os fechos dourados com o amarelo.Aqui.


Este ano vão continuar os "bomber jacket" e esta combinação com o estampado florido (super tendência) resulta muito bem. Está aqui.


Este ano as saias "tubo"por baixo do joelho são uma tendência para ficar e a renda já vem de trás. Esta saia "inspiração" Dolce & Gabanna fica bem agora mesmo com camisolas "over size" de tons neutros ou nude (cinza claro, beije ou outro que tenha no roupeiro). Também fica bem com uma "biker jacket". E se quiser arriscar e surpreender, use-as com uns ténis stan smith (Adidas ou similar). Super tendência e gostamos muito da mistura inesperada de renda com ténis!

Nota: achei que esta saia tem um tamanho bastante grande e, por isso, talvez seja bom experimentar os tamanhos mais pequenos.

Por último: surpresa das surpresas, chegou à Zara a "inspiração" ( :) :) :) dos casacos "dupla face" e sem forro do Grupo Max Mara (a Max Mara Studio, Max Mara Weekend, a Marella e a Max & Co, todas têm estes maravilhosos e inconfundíveis casacos sem forro e que muitas vezes são feitos de um tecido que tem uma cor de um lado e uma cor do outro e são completamente reversíveis). Não vou dizer que a qualidade é igual porque não é, assim como não é o preço.
Mas foi uma agradável surpresa. 

Aqui está uma seleção, sendo que alguns vestirão melhor que os outros.




 



Veja agora alguns dos originais:



E espero, em breve, fazer chegar aos leitores deste blogue o que de melhor o mercado tem, também em termos de qualidade-preço. É um desafio que me coloco a mim própria e que penso que será muito útil para as pessoas que não têm tempo ou gosto de andar pelas lojas. Confesso que eu sou mesmo o oposto...


09/02/2016

O preço dos desfiles




 São muito mal tratadas e conseguimos ver na cara de algumas das mais icónicas beldades uma tristeza e melancolia que nos dá pena e que não "casa" com tanta beleza. Não nos esquecemos da infelicidade inultrapassada que convive com tantos aplausos, tantos seguidores, tantas multidões de fãs e ... tanta bajulação. (Só um parentesis: Lembram-se da Marilyn?)

Nas semanas de desfile passam fome e a nutrição resume-se a uma maçã por dia. Aguentam os desfiles com uma banana. Engolem algodão com água para encher o estômago e enganar a fome.
São tratadas como gado e vestidas nos desfiles sem nenhuma dignidade. Os designers o que querem é cabides, onde a roupa caia sempre bem. Não querem pessoas. Querem mulheres sem formas e de uma estrema magreza. As fotografias são retocadas em fotoshop e assim atinge a "perfeição" que enche as páginas das revistas e vende roupa.
Muito poucas são as que chegam aos desfiles da Victoria's  Secrets porque as quer magras mas sem ossos à vista para encher olho dos homens e as páginas dos jornais da Bola.

O mundo pensa que vivem rodeadas de bajulação e honras mas sobra-lhes desprezo.
São as modelos do séc. XXI.
Agora o Governo francês exige que só sirvam as que venham acompanhadas de "certificado". Lembra-me  certificado do gado e das vacas barrosãs.
Tenho uma imensa pena destas raparigas (e rapazes) e o pior é a ignorância do mundo em que elas vivem e das atrocidades a que se submetem.
Vamos ao certificado. Claro que é uma coisa boa exigir que as modelos tenham parâmetros mínimos de IMC e relação altura / peso e que as subnutridas estejam impedidas de desfilar. Já dizem que muitas vão ter de ganhar peso. Deste atestado médico também tem de constar o historial de hábitos alimentares e da capacidade para a profissão de modelo. Tudo certificado por uma junta médica. E parece que vai ser cumprido porque as multas são de 75.000 € a 6 meses de prisão.
E, ainda em prole daquela condição de elegância que é a verdade, as imagens com fotoshop vão ter de conter a menção expressa de "imagem retocada".
Claro que tratar as modelos como pessoas humanas não se regula por decreto. Claro que ser verdadeiro também não.
Mas acaba-se com esta forma de violência que é a anorexia e o sofisma de que uma mulher nunca é suficientemente magra (mea culpa, mea culpa, mea culpa....). E, sobretudo, acolhem-se, na moda, os valores do humanismo e da verdade sem os quais a moda não é moda mas alguma coisa fútil e totalmente destituída de sentido.
Nós aplaudimos. Com as duas mãos.

27/01/2016

Estranho: Adidas processa Isabel Marrant por plágio.

 Adidas











Isabel Marrant
 Que as marcas "low cost" imitem as de luxo tudo bem. Nós compreendemos e até podemos aceitar a "inspiração". Não gostamos de cópias mas gostamos da democratização da moda e do bom gosto. A Uterque, por exemplo, tinha umas "inspirações" das carteiras Gucci e dos sapatos Valentino que era um gosto. Nós percebíamos claramente as diferenças e, por isso, tecnicamente, não estamos perante uma imitação. Também sabemos das camisas brancas bordadas (lindas! sorte dos que as apanharam...) ou dos vestido em degradé "tie dye" que tiveram de ser retirados da Zara a todo o vapor porque as fidedignas protestaram e a marca não quis correr riscos. Também percebo que a Berska, a H&M ou a Stradivarius vendam a sua versão Adidas, mas a metade do preço (e talvez da qualidade) dos originais.
Mas agora parece que a tendência se inverteu. E nós não percebemos porque é que a Louis Vuitton e a Isabel Marrant (só para dar alguns exemplos) estão a vender ténis que são uma "inspiração" no caso da Louis Vuitton e uma autêntica cópia no caso da Isabel Marrant. A Louis Vuitton é uma casa centenária que tem, nos seus arquivos, milhares de ideias e muita história para se inspirar. No caso da Isabel Marrant a cópia foi tal que já deu lugar a processo da Adidas contra ela. Mas os ténis Adidas-versão-Marrant estão à venda que eu já os vi. E também já vi os da Louis Vuitton. Aliás: se forem a uma loja Louis Vuitton vão ver que está recheada de "adidas-Louis-Vuitton".
Eu só não percebo é porque é que as pessoas dão 400 ou 500 euros por uns ténis que são cópia de uns que estão no mercado a 70-90 euros. Alguém me explica, por favor?
Louis Vuitton