08/01/2016

Vestir-se com a irresistivel alegria em estado puro!


Poderia chamar-se irresistível. É o nome que pusemos à colecção Gucci S/S 2016!
Assunção da alegria em estado puro para, com muita confiança e sem sem medos, nos deixarmos mergulhar num jardim de cor e de felicidade.

Quanto à mistura de padrões, aconselhamos o mesmo que com as cores: assumir a conjugação das que encontramos na natureza é a regra para triunfar numa época de tão grandes e tão profundas transformações que assistimos na moda!
A regra agora é assumir o optimismo e pisar terreno firme!
Veja as imagens e inspire-se.

05/01/2016

Tendências 2016

Acaba de nascer o Novo Ano e, caem-me ao colo as novas tendências, um presente da mão da Miuccia Prada, do Alber Elbaz e do Raf Simmons (estes dois últimos os diretores criativos que deixaram, respectivamente e num espaço de dias em 2015, a Lanvin e a Dior).
Criadores que nos inspiram por estar à frente do seu tempo, visionários que sabem converter previsões em tendências de mercado.
Divertido e profundo, vamos começar o ano a citar Elbaz: "Nesta era digital, vivemos por meio dos nossos ecrãs, documentando o momento. Já não observamos: filmamos. Já não ouvimos: gravamos, E já não conversamos: postamos".

Nesta mesma era, assistimos à desconstrução da moda mais interessante de sempre.

Assim, a saber e a registar para 2016, os dados mais importantes são:


1. "NORMCORE".
Vale a pena googlar a palavra e perceber o que significa. "Norm" de "normal" e "core" de centro. A normalidade passou a estar no centro da moda.
Quem lançou o "grito" foi a Miuccia Prada nos bastidores dos desfiles na semana de moda masculina em Milão em junho passado, enfrentando diretamente o bombardeio atual de "hashtags", posts e a superexposição nas redes sociais, a procura ilimitada de "logos".
A Miuccia Prada, visionária, sempre à frente do seu tempo, revela que  a tendência é em direção à modéstia, numa mistura de "honestidade, humanidade e simplicidade". Ou seja: uma nova forma de intelectualização da moda que nos transporta para a normalidade e simplicidade. A inclinação para o luxo é agora a inclinação para o "modesto". Estão lançados os alicerces da tendência "anti-tendência"que marcará a nova temporada e que tem tando que se lhe diga!!!! A procura de uma normalidade cuja elegância passa exacta e cirugicamente por assumir os defeitos físicos, na forma de uma "beleza despreocupada" extremamente e inevitavelemtne atractiva.
Musas inspiradoras desta tendência como a Caroline de Maigret que chegou aos e-mails das consumidoras via Uterque com um "allure" completamente chic mas sem uma beleza evidente.
Ou a sofisticada boémia Aymeline Valade, a musa da Isabel Marrant. Ou a Alexia Chung. ou a Poppy Delevingne (não confundir com a irmã ultra-estridente, Cara), a Kirsten Dunst e tantas outras que atraem olhares de "segunda vez" Estes olhares de "segunda vez" são os olhares que atraem as pessoas que apetece conhecer e admirar. São diferentes dos "olhares de única vez" que são aqueles que se esgotam no físico. Mais uma vez pela boca da Miuccia Prada; "o cérebro pode ser sexy" e isso é que é verdadeiramente interessante nas pessoas.

2. ATITUDE. 

Aqui vamos pela mão do Alber Elbaz (saído da Lanvin), que refere uma tendência que está presente em todo os desfiles de Nova Iorque, Milão, Paris,..: atitude!


Alber disse: "Gritar é a nova norma, o mais "cool" do momento, mas eu prefiro os susurros".
Embora eu pudesse escrever um tradado sobre esta frase, o que me importa é que ela vem do meu ultra admirado Alber e porque as suas criações a refletem completamente e, para perceber isto, basta ir ver a Lanvin. Não estou só a pensar na roupa, mas também nos sapatos, nas carteiras,. nos acessórios e ... na publicidade. Ele que abandona a casa Lanvin e que nos deixa abandonadas de saudades na sua apologia de uma beleza subtil e intemporal que com os "likes" das redes sociais nada tem que ver.

Receitas para ter atitude? Pois passarão algures por "assumir". As rugas, os cabelos brancos (à "la Isabel marrant", isso mesmo). Com muita dose de confiança e de "optimismo  energetico" que afasta os complexos e é capaz de transformar o "menos em mais", o mesmo é dizer, os defeitos em qualidades atrativas numa receita de sucesso garantido. Rir e sorrir. Dar a cada momento a simplicidade que o transforma em felicidade. Voltar a acreditar, voltar à ingenuidade e à autenticidade, ao entusismo pelas coisas simples e verdadeiras.
Ser capaz de transformar as situações imprevisiveis em triunfos.

E...em termos de moda? Passará por um estilo ancorado nas peças de sempre, "lidas", "interpretadas" e "exibidas"com este sentido novo, num "improviso despreocupado" completamente moderno. Por elas passarão seguramente um sobretudo estruturado masculino, uma camisa branca, "as" calças de ganga a que voltamos sempre, gastas pelo uso, o blusão "aviador", os ténis, mas também os vestidos floridos, os stiletos, numa combinação (im)perfeita, despreocupada mas absolutamente atraente.

Por último,veja aqui esta entrevista tão, mas tão, mas tão inspiradora , até porque são só 2 minutos,

E ... inspitre-se nestas imagens:

23/12/2015

Boas Festas

Neste ano da Misericórdia, aqui, onde a "Justiça beija o Amor",
Onde a Paz não acaba 
e a Felicidade não paga impostos


Este desejo de Boas Festas não é ortodoxo, mas aqui fica o que sentimos agora mesmo, em que o trabalho não acaba por causa do ano que se avizinha: aconteça o que acontecer, aqui há Paz, estamos com Deus e isso não paga impostos.
... nem  que o imposto sucessório volte a estar em vigor... aqui não nos levam nada desta imensa Paz que está sempre connosco. Não temos medo porque, não tendo nada, temos TUDO.
Estamos com Deus que se fez MENINO !

E isso é sempre tão SURPREENDENTE...

BOAS FESTAS!

04/12/2015

Unhas: novas formas

Penso que foi o John Galliano para a Dior há uns bons anos atrás. Na altura pensei que era uma pena porque gostava das unhas mais quadradas. A ideia do Galliano era, julgo eu, acompanhar com as unhas a ode aos anos 50 do século passado numa harmonia perfeita e ... moderna.
Agora, tantos anos depois, adoptei este formato arredondado e estou contente. É mais ergonómico e alonga os dedos. Vai bem com tons "nude". Uma chamada de atenção: formato redondo e não bicudo. vejo por aí mas acho muito agressivo.



27/11/2015

Black Friday: a nossa opinião.

 Para além de não ter conseguido alcançar um único dos meus objetivos (extra  trabalho) para hoje por causa da confusão e do trânsito e de me sentir  frustrada por isso, parece me que a crise econômica acabou. Vejo pessoas completamente absorvidas pela vontade de consumo e não se consegue entrar numa loja sem uma fila interminável de pessoas na caixa. Hoje não consegui ir ao ginásio porque não encontrei um lugar para o carro, não consegui trocar um cheque que tinha de uma perfumaria porque a fila para pagar dava três voltas à loja e só consegui almoçar à custa de paciência e de tempo que não me sobra. Agora escrevo de uma mesa num dos centros comerciais que envolvem o Saldanha e estou mais calma.
Não fiz o que  tinha para fazer mas venci em paciência e acho que fico a ganhar, embora um bocadinho raivosa. E não faz mal porque já aprendi há muito tempo que uma atitude de vontade -acalmar não obstante.... - vale mil vezes um sentimento irracional.
Há tanto tempo que não escrevo no blogue e agora deu-me para a versão "diário". E há de ir com erros porque escrevo do meu iPhone com letras minúsculas.
Eis o que penso do Black Friday: é uma boa forma de as lojas escoarem stock uns dias antes das promoções e dos saldos. Excepto em marcas que nunca fazem saldos (tecnologia, perfumarias, electrodomésticos, joalharia, etc.), não vale a pena mergulhar nas compras, se se pode esperar. Porque é comprar agora com um desconto pequeno o que vai estar em saldos ou promoções a sério daqui a uns dias ou semanas (sobretudo roupa). E a Deco já alertou as pessoas para comparar preços antes de comprar. Mesmo nas lojas com "grandes promoções".
E no final disto tudo eu concluo como me sinto bem no meu silêncio interior, na minha paz e na minha tranquilidade mesmo apesar das minhas frustrações. E que acabe esta  confusão, já agora.

09/11/2015

"The cape season". Por uma moda nova.

Não morro de amores. Mas estamos em onda de "capas". Agora "tropecei" nesta com um enorme sabor a nostalgia. As cores, a lã, o tricot, a conjugação com as calças de veludo cotelê (= bombazine) largo  atirou-me brusca e inesperadamente para as minhas origens!
O que eu acho? O que eu acho é muito simples: esta "nova moda" acompanha totalmente a onda ecológica mundial, o respeito e o interesse popular pelas coisas feitas à mão, o regresso aos básicos e às origens motivados pela enorme crise mundial actual.
Mais uma prova (provada) de que a moda conjuga (tão bem!) com os anseios, os interesses, a vida das pessoas, incluindo com a filosofia e a sociologia!
Para mim, isto é um post tão resumido mas que tem tanto interesse por trás destas conclusões!
E, por último, uma confissão minha, pessoal e intransmissível: eu sei fazer tricot. Aprendi com a minha avó e com a minha mãe.
Eu fiz todas as roupas que a minha bebé vestiu quando nasceu e tinham patinhos com lã metida. E fiz-lhe meias.  Meias mesmo porque, por sinal, nunca aprendi a fazer botinhas. Eram meias feitas com 5 agulhas.
E fiz-lhe outras roupinhas. E fiz a camisa dela e a minha, iguais, todas cosidas à mão porque eu não sei coser à máquina. Não tenho máquina e nunca aprendi. Por isso, cosi tudo à mão, desde o corpo em tricot de puro algodão, ao laço de setim e ao bordado inglês (a dela e a minha que uso ainda). Depois descobri que a mãe de uma amiga que trabalhava comigo costurava e ela começou a costurar o que eu fazia. Não havia nada igual. Tinha tudo o mesmo cunho da "alta costura". E ouvi os médicos a gabar-lhe a roupa quando lha estavam a vestir, acabada de nascer e a ficarem perplexos quando eu disse que tinha sido eu.
Fiz casacos "chanel" em tricot com os acabamentos em pedras que comprava nas retrosarias da rua da Conceição. Fiz um vestido vermelho com flores igual a um que vi do Valentino (e o vermelho era o vermelho Valentino). As flores eram umas com lã metida e outras bordadas e outras cozidas, feitas à parte. As lãs eram do Lopo Xavier do Porto. Ou seja, pura lã que não acaba e que não ganha borboto. Prova provada que há lã mesmo boa. Sei "prensar" e aumentar vários tamanhos as roupas em tricot com o ferro, um pouco de água e um lenço de homem.
Agora voltaram a usar-se as lãs feitas à mão. O ponto desta capa está no livro da minha avó e eu sei fazê-lo!
Agora pergunto-me a mim mesma quando é que eu terei novos motivos para pegar no tricot que está na arrecadação à espera. Para os mais curiosos, posso dizer que é uma saia em lã completamente "missoni".... (eu sei fazer o ponto misssoni...) em bordeaux, amarelo torrado e laranja.

22/10/2015

E vai mais uma: com pouco se faz muito #1 #2 (partes b)

Já andaram aqui. Mas agora a versão e a inspiração vêm de outro sítio







Piumini.

Apetece-me falar aqui da tecnologia dos piumini da Max Mara (linha S Max Mara) (este continua a ser o ano dos piumini) que os faz durar uma vida, serem lavados na máquina da roupa e, sobretudo, terem o maior número de penas com o menor peso e menor volume. As penas nunca  saem  porque estão presas numa trama de tecido que só é fabricado na casa de acordo com uma tecnologia registada pela marca que chegou a ser tema de uma exposição no MOMA de Nova Iorque. Claro que custam os olhos da cara. Mas também são um investimento para uma vida inteira. A minha escolha? Sem dúvida os reversíveis. Todos super leves e com o mínimo volume (vêm com um saco pequeno em que podem ser guardados, p. ex., na carteira)
Eu... tenho um da Zara. Mas é um "chouriço" que não cabe em lado nenhum e passo a vida a apanhar penas do chão. Penso que o tenho há mais de dez anos. E agora está russo por causa das lavagens. Não tenhamos ilusões: estes casacos, pela sua função, convém que sejam lavados com água.
Quanto aos Moncler... irrita-me um bocadinho terem o monograma gravado por fora e são mais caros ainda.
E um desabafo: já que em Portugal não vejo dimensão para concorrer com as HM, Zaras e Primark's da vida, tínhamos que nos centrar num segmento superior, aquele que passa pela atenção à pessoa, às necessidades actuais, às suas aspirações e interesses, à durabilidade, qualidade. Penso que é nisso que os Portugueses fazem a diferença. Basta mesmo pensar no sector do calçado.