Para além de não ter conseguido alcançar um único dos meus objetivos (extra trabalho) para hoje por causa da confusão e do trânsito e de me sentir frustrada por isso, parece me que a crise econômica acabou. Vejo pessoas completamente absorvidas pela vontade de consumo e não se consegue entrar numa loja sem uma fila interminável de pessoas na caixa. Hoje não consegui ir ao ginásio porque não encontrei um lugar para o carro, não consegui trocar um cheque que tinha de uma perfumaria porque a fila para pagar dava três voltas à loja e só consegui almoçar à custa de paciência e de tempo que não me sobra. Agora escrevo de uma mesa num dos centros comerciais que envolvem o Saldanha e estou mais calma.
Não fiz o que tinha para fazer mas venci em paciência e acho que fico a ganhar, embora um bocadinho raivosa. E não faz mal porque já aprendi há muito tempo que uma atitude de vontade -acalmar não obstante.... - vale mil vezes um sentimento irracional.
Há tanto tempo que não escrevo no blogue e agora deu-me para a versão "diário". E há de ir com erros porque escrevo do meu iPhone com letras minúsculas.
Eis o que penso do Black Friday: é uma boa forma de as lojas escoarem stock uns dias antes das promoções e dos saldos. Excepto em marcas que nunca fazem saldos (tecnologia, perfumarias, electrodomésticos, joalharia, etc.), não vale a pena mergulhar nas compras, se se pode esperar. Porque é comprar agora com um desconto pequeno o que vai estar em saldos ou promoções a sério daqui a uns dias ou semanas (sobretudo roupa). E a Deco já alertou as pessoas para comparar preços antes de comprar. Mesmo nas lojas com "grandes promoções".
E no final disto tudo eu concluo como me sinto bem no meu silêncio interior, na minha paz e na minha tranquilidade mesmo apesar das minhas frustrações. E que acabe esta confusão, já agora.
27/11/2015
23/11/2015
11/11/2015
09/11/2015
"The cape season". Por uma moda nova.
Não morro de amores. Mas estamos em onda de "capas". Agora "tropecei" nesta com um enorme sabor a nostalgia. As cores, a lã, o tricot, a conjugação com as calças de veludo cotelê (= bombazine) largo atirou-me brusca e inesperadamente para as minhas origens!
O que eu acho? O que eu acho é muito simples: esta "nova moda" acompanha totalmente a onda ecológica mundial, o respeito e o interesse popular pelas coisas feitas à mão, o regresso aos básicos e às origens motivados pela enorme crise mundial actual.
Mais uma prova (provada) de que a moda conjuga (tão bem!) com os anseios, os interesses, a vida das pessoas, incluindo com a filosofia e a sociologia!
Para mim, isto é um post tão resumido mas que tem tanto interesse por trás destas conclusões!
E, por último, uma confissão minha, pessoal e intransmissível: eu sei fazer tricot. Aprendi com a minha avó e com a minha mãe.
Eu fiz todas as roupas que a minha bebé vestiu quando nasceu e tinham patinhos com lã metida. E fiz-lhe meias. Meias mesmo porque, por sinal, nunca aprendi a fazer botinhas. Eram meias feitas com 5 agulhas.
E fiz-lhe outras roupinhas. E fiz a camisa dela e a minha, iguais, todas cosidas à mão porque eu não sei coser à máquina. Não tenho máquina e nunca aprendi. Por isso, cosi tudo à mão, desde o corpo em tricot de puro algodão, ao laço de setim e ao bordado inglês (a dela e a minha que uso ainda). Depois descobri que a mãe de uma amiga que trabalhava comigo costurava e ela começou a costurar o que eu fazia. Não havia nada igual. Tinha tudo o mesmo cunho da "alta costura". E ouvi os médicos a gabar-lhe a roupa quando lha estavam a vestir, acabada de nascer e a ficarem perplexos quando eu disse que tinha sido eu.
Fiz casacos "chanel" em tricot com os acabamentos em pedras que comprava nas retrosarias da rua da Conceição. Fiz um vestido vermelho com flores igual a um que vi do Valentino (e o vermelho era o vermelho Valentino). As flores eram umas com lã metida e outras bordadas e outras cozidas, feitas à parte. As lãs eram do Lopo Xavier do Porto. Ou seja, pura lã que não acaba e que não ganha borboto. Prova provada que há lã mesmo boa. Sei "prensar" e aumentar vários tamanhos as roupas em tricot com o ferro, um pouco de água e um lenço de homem.
Agora voltaram a usar-se as lãs feitas à mão. O ponto desta capa está no livro da minha avó e eu sei fazê-lo!
Agora pergunto-me a mim mesma quando é que eu terei novos motivos para pegar no tricot que está na arrecadação à espera. Para os mais curiosos, posso dizer que é uma saia em lã completamente "missoni".... (eu sei fazer o ponto misssoni...) em bordeaux, amarelo torrado e laranja.
O que eu acho? O que eu acho é muito simples: esta "nova moda" acompanha totalmente a onda ecológica mundial, o respeito e o interesse popular pelas coisas feitas à mão, o regresso aos básicos e às origens motivados pela enorme crise mundial actual.Mais uma prova (provada) de que a moda conjuga (tão bem!) com os anseios, os interesses, a vida das pessoas, incluindo com a filosofia e a sociologia!
Para mim, isto é um post tão resumido mas que tem tanto interesse por trás destas conclusões!
E, por último, uma confissão minha, pessoal e intransmissível: eu sei fazer tricot. Aprendi com a minha avó e com a minha mãe.
Eu fiz todas as roupas que a minha bebé vestiu quando nasceu e tinham patinhos com lã metida. E fiz-lhe meias. Meias mesmo porque, por sinal, nunca aprendi a fazer botinhas. Eram meias feitas com 5 agulhas.
E fiz-lhe outras roupinhas. E fiz a camisa dela e a minha, iguais, todas cosidas à mão porque eu não sei coser à máquina. Não tenho máquina e nunca aprendi. Por isso, cosi tudo à mão, desde o corpo em tricot de puro algodão, ao laço de setim e ao bordado inglês (a dela e a minha que uso ainda). Depois descobri que a mãe de uma amiga que trabalhava comigo costurava e ela começou a costurar o que eu fazia. Não havia nada igual. Tinha tudo o mesmo cunho da "alta costura". E ouvi os médicos a gabar-lhe a roupa quando lha estavam a vestir, acabada de nascer e a ficarem perplexos quando eu disse que tinha sido eu.
Fiz casacos "chanel" em tricot com os acabamentos em pedras que comprava nas retrosarias da rua da Conceição. Fiz um vestido vermelho com flores igual a um que vi do Valentino (e o vermelho era o vermelho Valentino). As flores eram umas com lã metida e outras bordadas e outras cozidas, feitas à parte. As lãs eram do Lopo Xavier do Porto. Ou seja, pura lã que não acaba e que não ganha borboto. Prova provada que há lã mesmo boa. Sei "prensar" e aumentar vários tamanhos as roupas em tricot com o ferro, um pouco de água e um lenço de homem.
Agora voltaram a usar-se as lãs feitas à mão. O ponto desta capa está no livro da minha avó e eu sei fazê-lo!
Agora pergunto-me a mim mesma quando é que eu terei novos motivos para pegar no tricot que está na arrecadação à espera. Para os mais curiosos, posso dizer que é uma saia em lã completamente "missoni".... (eu sei fazer o ponto misssoni...) em bordeaux, amarelo torrado e laranja.
22/10/2015
Piumini.
Apetece-me falar aqui da tecnologia dos piumini da Max Mara (linha S Max Mara) (este continua a ser o ano dos piumini) que os faz durar uma vida, serem lavados na máquina da roupa e, sobretudo, terem o maior número de penas com o menor peso e menor volume. As penas nunca saem porque estão presas numa trama de tecido que só é fabricado na casa de acordo com uma tecnologia registada pela marca que chegou a ser tema de uma exposição no MOMA de Nova Iorque. Claro que custam os olhos da cara. Mas também são um investimento para uma vida inteira. A minha escolha? Sem dúvida os reversíveis. Todos super leves e com o mínimo volume (vêm com um saco pequeno em que podem ser guardados, p. ex., na carteira)
Eu... tenho um da Zara. Mas é um "chouriço" que não cabe em lado nenhum e passo a vida a apanhar penas do chão. Penso que o tenho há mais de dez anos. E agora está russo por causa das lavagens. Não tenhamos ilusões: estes casacos, pela sua função, convém que sejam lavados com água.
Quanto aos Moncler... irrita-me um bocadinho terem o monograma gravado por fora e são mais caros ainda.
E um desabafo: já que em Portugal não vejo dimensão para concorrer com as HM, Zaras e Primark's da vida, tínhamos que nos centrar num segmento superior, aquele que passa pela atenção à pessoa, às necessidades actuais, às suas aspirações e interesses, à durabilidade, qualidade. Penso que é nisso que os Portugueses fazem a diferença. Basta mesmo pensar no sector do calçado.
Eu... tenho um da Zara. Mas é um "chouriço" que não cabe em lado nenhum e passo a vida a apanhar penas do chão. Penso que o tenho há mais de dez anos. E agora está russo por causa das lavagens. Não tenhamos ilusões: estes casacos, pela sua função, convém que sejam lavados com água.
Quanto aos Moncler... irrita-me um bocadinho terem o monograma gravado por fora e são mais caros ainda.
E um desabafo: já que em Portugal não vejo dimensão para concorrer com as HM, Zaras e Primark's da vida, tínhamos que nos centrar num segmento superior, aquele que passa pela atenção à pessoa, às necessidades actuais, às suas aspirações e interesses, à durabilidade, qualidade. Penso que é nisso que os Portugueses fazem a diferença. Basta mesmo pensar no sector do calçado.
A intimidade é uma condição do luxo.
Nos gabinetes de prova das lojas de luxo os provadores têm espelhos a toda a volta, que podem ser movidos de forma a que a pessoa se possa ver de frente, de costas e de ambos os lados.
Na Max Mara os gabinetes têm um roupão de linho (tamanho grande) e uns chinelos.
Nas lojas low cost temos cortinas e a maior parte não fecha totalmente. Por esse motivo é muito comum entrar nos gabinetes de prova da Zara (p. ex.) e ver raparigas seminuas a provar roupa pelas frinchas das cortinas (se há por aí alguém a quem nunca aconteceu, diga, mas se calhar é porque não anda por lá :):):). Muitas vezes com homens à espera à entrada. Eu adoro a Zara por inúmeras razões e até me custa estar aqui a dar o exemplo da Zara. Mas a verdade é que em algumas lojas da Mango os provadores são de porta (tal como na H&M).
Onde estará a causa destas diferenças de provadores?
A primeira está seguramente no facto de as lojas chamadas de "luxo" não poderem admitir que o cliente leve uma peça que lhe fica mal e, por isso, dispõem dos meios necessários à decisão (e ao aconselhamento). Porque entenderm (e muito bem) que os primeiros cartões de visita da marca são as pessoas que as vestem e não lhes interessa nada que andem mal vestidas. Nos provadores os espelhos são reais (=refletem a pessoa como é) e dão uma visão do corpo todo (360º). Sabem que a roupa vende porque fica bem às pessoas que a usam e, por isso, tem mesmo de ficar bem.E o robe no provador? Bem o robe tem muitas funções. Mas é porque estas marcas dão valor aos
clientes e preservam a sua intimidade. Entre várias peças de roupa e pedidos de mudanças de tamanho, querem garantir que a pessoa fique confortável e de uma forma digna.
Nos gabinetes de prova das low cost se a cliente precisa de um tamanho diferente, toca de por a cabeça de fora para ver se encontra alguma alma que a possa ajudar. A nesga da porta deixa à vista a roupa interior e os soquetes diretamente no chão.Isto parecem pormenores mas não são. Claro que não é isso que paga as peças do mercado dito de "luxo", claro que não. Significa apenas que estas marcas ditas de "luxo" estão cirurgicamente centradas na atenção e bem estar do cliente.
Isto para não falar do facto de que os espelhos das marcas low cost muitas vezes estão feitos de forma a encolher (=estilizar) a figura. Não todos: mas alguns sim.
Por último:
Nota: a primeira fotografia deste post é da loja de Manhattan da Prada (do mega arquitecto Rem koolhaas) e que é de visita (ainda que googlada...) obrigatória.
A segunda fotografia é de um dos gabinetes de prova de uma boutique Chanel.
20/10/2015
Up's. Fiquei com um cérebro "dopaminado".
Dou comigo completamente "dopaminada" por esta saia, deslumbrada, enganchada. No site está a perder pelo que tem vestido em cima e calçado em baixo (minha opinião e conseguia explicar porquê, mas não interessa agora) mas é linda de morrer. Estive com ela na mão, pu-la à frente da cintura e é um estouro. Eu acho que não me devia apaixonar assim pelas coisas, mas como é possível com o cérebro completamente "dopaminado" (ou doDomínio é o que eu tenho de ter. Mas a beleza nunca nos fez mal.
Só tenho pena que aqui não esteja nem se veja nem 1% do que ela é na realidade.
Com uma blusa branca masculina, imaculada e "clean", um cinto largo preto de fivela quadrada e um biker jacket.
Ou com uma malha muito grossa de angorá ou cashemira.
Ou num casamento com uma blusa branca de seda fechada até ao pescoço com punhos duplos apertados com os botões de punho
E com..... e com .... e com....
(NUNCA com as sandálias que estão na fotografia).
Bem, o problema é que esta saia é mesmo muito bonita.
Mas o maior problema sou eu que me apaixono assim pelas coisas.
Sim: o maior problema é mesmo esse.
O efeito? Bem... muito havia a dizer sobre isso. O mais imediato é o "endorfinómico".
Para quem interessa: eu penso que esta saia está mal acompanhada porque: 1) a saia merece todo o protagonismo e parece-me um erro juntá-la com uma malha traçada, ablusada, de uma lã demasiado felpuda, porque que só traz demasiada informação e, por isso, torna-se excessivo. Por outro lado, a linha diagonal da camisola não fica bem com o efeito horizontal da renda da saia (num look deste nunca procuramos efeitos geométricos, incompatíveis com uma saia deste estilo). 2) quanto aos sapatos, não considero que sejam a melhor escolha neste look. Aqui é simplesmente porque haveria milhares de outras opções muito mais interessantes.
Ainda bem que a Senhora PGarcia não me lê. É uma das melhores e mais conscenciosas designers da actualidade e só tenho a dizer - não bem - mas o melhor dela. O problema é da empresa que lhe tira as fotografias para o site de venda on line (muito havia a dizer sobre isso). Já agora: a Purificacion Garcia pertence ao grupo Carolina Herrera e isso já diz tudo.
Coisas simples que funcionam #2
Blusa (ou t-shirt ou sweater) por baixo de vestido em efeito de sobreposição.
Sem medo e sem hesitações. Pegue na sua blusa clássica (branca ou outra) ou, simplesmente, numa t-shirt (ou sweater) e use-a por baixo dos seus vestido. Para além do efeito "multiplicador" da roupa que já tem (os vestidos vão parecer outros!), garantimos que vai brilhar e marcar a diferença.Dizemos-lhe que é uma tendência dos anos setenta do século passado, agora
reinterpretada pelos melhores estilistas, que culminou no Valentino em versão de vestido de noite (veja abaixo a fotografia que é de uma das coleções de que mais gostámos e muito, muito promissora). Mas cruzámo-nos com ela na gente de rua"capturada" pelas melhores lentes.Gostamos. Confere estilo e marca a diferença. Fique aqui com estas inspirações e espero que se divirta tanto como nós com estas experiências de puro estilo de quem "com pouco faz muito".
Depois .... vá ao espelho e, simplesmente ... veja a diferença.
Inspire-se aqui:
Coisas simples que funcionam #1
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