12/10/2015

Save the date: a próxima semana é a semana "maior" da moda!

Finalmente chegou e está em Portugal!!!!

Nova Iorque, Chicago, Colombia, Japão, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, México. Paraguai, Russia. Todos a querem. Ela vive em Nova Iorque mas a empresa "style Innovators" tem escritórios em Nova Iorque, Chicago e Denver.
Conheci-a em Roma, num Congresso sobre moda e, antes que me fosse apresentada, percebi imediatamente que estava ligada aos meios de comunicação social no formato audio-visual porque tem uma enorme "telegenia", uma imagem que se percebe lidar muito bem com as câmaras.
As empresas querem-na, pagam a peso de ouro a sua consultoria porque sabem que a imagem é o primeiro contacto dos clientes com a marca e é um factor crítico de sucesso. Por isso passa a vida a viajar pelo mundo inteiro e as suas conferências, o que tem para dizer é absolutamente imperdível.
Agora chegou a vez de Portugal e aqui ficam os worshops e conferências para que todos se inscrevem.
O primeiro em Lisboa vai ser na 5ª feira, dia 15 de Outubro às 17h45 na  AESE Business School e podem inscrever-se neste link. O tema é "A importância da imagem: Do’s & Dont’s" e vai analisar como se constrói uma imagem credível e com estilo. Tem um preço de 15€ mas podem inscrever-se sem pagamento antecipado! Parece é que o têm de fazer  o quanto antes.

Depois vai ser Style - Fitness para casais, no dia 17 de Outubro, sábado, às 16h00 com entrada livre mas sujeita a inscrição prévia. Ou seja: obrigatório ir e, embora se destine a casais, pode ir sozinho (a). A inscrição e os temas que serão abordados encontram-se aqui. Mais: tem baby sitting e pode levar as crianças, sem problema.

Lula Kiah é um estratega de marcas, estilista de celebridades, especialista em etiqueta e oradora internacional e autora. Combina os seus 15 anos de experiência profissional de consultoria de imagem com a sua carreira de sucesso anterior em International Banking e, sobretudo, a sua paixão pelas pessoas. É fundadora da empresa Style Innovators, uma empresa de consultoria de imagem, com escritórios em Nova York, Chicago e Denver. Através desta Empresa, a Lula tem oferecido serviços de Consultoria de Imagem para mais de 2.000 indivíduos e empresas de todo o mundo.



IM-PER-DÍ-VEL!

Escuso dizer que já assegurei o meu lugar. Uma excitação e só quem não conhece este portento é que se permite perder um evento destes. Não é todos os dias que nos cruzamos com uma estilista de celebridadades mas, sobretudo, com uma pessoa que tem muito - mesmo MUITO - para nos dizer.
E que é absolutamente surpreendente.
Os horários, os locais e os links de inscrição estão em cima e podem aceder imediatamente.

11/10/2015

Versátil. Básicos.

Versátil quer dizer o quê? Versátil quer dizer que vai bem com tudo e que vai bem sempre. Ou quase sempre. E, se formos uma bocadinho mais longe no Português, quer dizer que tem alguma capacidade de se transformar, dependendo da companhia que se lhe põe. Versátil é parecer diferente, sendo a mesma coisa.
Para uma peça de roupa ser versátil, tem de ser SIMPLES.
Não se percebeu? Ok. Não há problemas. Vamos dar exemplos.
Versátil é uma camisa branca de corte direito e botões a todo o comprimento. Versátil é uma sweater branca de um bom algodão com alguma lycra que lhe dê estrutura.
Isto para falar de "partes de cima".
Mas também sabemos o que são peças de nome "versátil" e que são a parte de baixo de um "outfit".
São uma calças de ganga de (muito) bom corte. Umas calças pretas, de corte direito.
Um blaser que é um "statement" porque tem tudo de clássico e não tem nada que lhe sobre.
Isso é que são peças versáteis.
E, de repente, vemos uma pessoa com umas simples calças e uma camisa branca imaculada e pensamos porque é que, sem ter nada de especial, tem tudo.
Às vezes é preciso ter atitude e ser genuíno. Não se pôr a inventar muito porque, em termos de invenção, o mais é sempre menos. Sem exceção. E quase sempre dá asneira.
Já agora, de camisas brancas, sabe a Carolina Herrera muito e se tivesse de investir, era mesmo uma dela (já agora: sem o CH à vista).
E um desabafo: em matéria de moda, a invenção dá sempre asneira. O melhor é imaginação. Quando está aliada a um sentido artístico genuíno e a um sentido prático e ao "saber-fazer": o casamento torna-se perfeito e estamos perante um caso de sucesso em termos de mercado.
Normalmente, em moda a invenção não existe. Existe é sentido artístico, inspiração e, sobretudo, trabalho.
E, muitas vezes, é o que as pessoas precisam. Neste caso, eu acho que uma simples camisa branca, faz falta a qualquer pessoa.
Uma camisa de um bom algodão. Uma camisa direita (as camisas brancas cintadas lembram-me fardas). Sem mais. Nem menos.




09/10/2015

Uma questão de atitude.

Já aqui o disse e conto muito em breve escrever mais sobe isso: este é um dos anos em que a moda mais se alterou e de uma maneira mais profunda.
A tendência de misturas de tecidos, texturas e padrões já vem de há alguns anos (o Christian Lacroix era exímio nisso, a Miuccia Prada e a dupla Dolce & Gabanna, todos num registo completamente diferente) e encontra raízes ancestrais no nosso folclore, passando pelas sete saias da Nazaré (o estilo Folk está aí em pleno).
Muitas vezes é preciso arriscar para usar misturas de padrões, tecidos e, agora, de forma, estrutura. A estrutura e forma das peças de roupa no mesmo look passam a ser diferentes, num efeito que às vezes chega à desconstrução, quase arquitectónico. Sempre é preciso ter atitude para comportar este estilo. Não penso que dependa da altura, da largura, nem do corpo. Depende sempre de uma certa questão de "atitude": ou se tem ou não se tem.
E, se se tem, que atraente que fica!
Quanto ao corpo: esta tendência é muito amiga dos corpos "normais", os das medidas que não são perfeitas e pode favorecer de uma forma muito fácil a perspectiva que se tem. Basta usar a parte mais larga no sitio que se pretende evidenciar. Quantas pessoas com as ancas mais largas que a parte de cima do corpo ficarão muito mais elegantes se usarem um casaco "oversize" (=mais largo) em cima! O efeito visual passa simplesmente a ser de uma linha muito mais direita do que se usassem blusas "coladas" ao corpo (que deixam a "nu" a a falta de proporção entre a parte de cima e a de baixo, sem necessidade nenhuma disso).
Aqui ficam alguns exemplos, de agora mesmo:



Balenciaga 


Miu Miu


Haider Ackermann





Christian Lacroix, Oscar de La Renda, Vista Alegre, sardinhas e histórias da minha vida



Sou uma fã incondicional da Vista Alegre (como julgo que todos os Portugueses) e penso que não há uma única peça de que não goste.
Há dias estava nas Amoreiras a fazer recados (lavandaria, sapateiro, supermercado, ...) e atendi um telefonema com um assunto complexo que tive de "aviar" no meio da confusão porque não tinha adiamento possível. No meio de tudo isto "desaterrei", voei com um simples olhar para a montra da Vista Alegre com este fabuloso e ultra elegante serviço desenhado pelo Christian Lacroix (um dia conto a história dele, o que é que ele anda a fazer e porque se "retirou" dos desfiles) e pelo do Oscar de La Renta.
De permeio as sardinhas da Bordalo Pinheiro que me têm deixado deslumbrada (tenho duas à espera de serem penduradas na cozinha ao lado do bacalhau, também da Bordalo Pinheiro e arrependi-me de não ter ficado com a da edição limitada do Pedro Cabrita Reis, que já não há...)
Agora uma sardinha inspirada nos lenços bordados do Viana e que fica à espera de um dia de comemoração especial, nem que seja o dia de S. Valemtim que ainda vem longe. Porque o que ela diz é muito, "demasiado muito" mesmo.

Logotipos

Não sei porquê mas "palpita-me" que em breve iremos retornar aos logotipos estampados nos tecidos e nas telas das carteiras. A Gucci já começou.


Notícias

Perante uma ausência tão prolongada do meu blog, e porque não é meu hábito contar aqui a minha vida, queria só dizer por carinho às pessoas que aqui têm vindo que não consegui, não tive forças, tive de me render a um certo estado "comatoso" perante a evidência de que não somos nada, não temos nada, não podemos nada.
Para a história, o que e gostava de contar - o que é sempre estranho num blog que é suposto falar de moda e, por isso, de "coisas" - é a experiência de nos deitarem numa mesa cirúrgica com indicação expressa de que temos de ir "sem nada nosso". Nada. O nosso corpo sem nada.  E, apesar de a cirurgia não ser urgente, ter estado em "lista de espera", não ter risco especial, a ideia de que podemos ali ficar, simplesmente como viemos ao mundo: "sem nada". E uma coisa é contar isto. Outra é vivê-lo. A aliança que anda no dedo há mais de um quarto de século, o fio do pescoço com o escapulário do Carmo e o crucifixo que uso não me lembro desde quanto e que nunca tiro. Ficou tudo para trás. Com uma imensa serenidade e uma paz inexplicável, sem dramatismos de espécie nenhuma, foi quase uma antecipação do que se irá passar um dia. Com nada viemos e com nada havemos de ir.
Esta experiência e a surpresa de um dos hospitais que será seguramente um dos melhores do mundo, em todos os aspectos (e refiro-me aos aspectos críticos, não aos apêndices de "instalações" e "hotelaria"), com profissionais (todos) de primeira linha (em todos os sentidos), no coração de Lisboa, na Rua de Santa Marta, em que vi funcionar em pleno o sentido humano da vida, no seu significado mais profundo.
Não há palavras para agradecer. Cada vez me convenço mais que a recompensa na vida eterna é uma questão de justiça.
Agora estou ... em recuperação. Como me parece que estive sempre na minha vida. Mas agora num sentido mais literal.

21/09/2015

Raf Simmons, o Senhor Dior e nós.

Em Abril de 2012, depois da saída acidentada do John Galliano, caiu como uma espécie de desilusão o nome de Raf Simmons para dirigir os destinos da casa Dior.
Não era que não gostássemos dele. Longe disso: andava na nossa mira há muito tempo, na coleção de homem com o seu nome e no trabalho extraordinário na Jil Sander (não nos esquecemos daquele casaco cor de rosa pálido, dupla face como forro cinzento claro). A questão era outra. Parecia-nos que ele "morava" algures nos antípodas do legado do Senhor Christian e do seu extraordinário e sempre novo "new look".
Agora, estupepefactos perante o facto de ele não desenhar e assumir com uma profunda (imensa, enorme) humildade toda a "heritage" da Dior e, sobretudo, do "saber-fazer" das pessoas (artesãos!) da "Maison" ficamos encantados com o documentário em que se nos revela a sua intimidade angustiada perante umas escassas 8 semanas para preparar a colecção inteira. O que faz num trabalho de equipa genuíno que serviria de “case study” para muitos empresários.
Do filme resulta o seu intimismo, a sua perplexidade e necessidade perante a arte, a comoção de ver estampados nos tecidos as telas com o spray do Sterling Ruby (e de não ter deixado largar a Bucol sem que o fizesse apesar de todos os obstáculos que lhe colocaram ...) e depois os ver nos dois vestidos e no casaco idealizados por ele que o fizeram chorar de comoção escondido no desfile.
É um portento de simplicidade (que diz “nunca farei coisas teatrais e, quando as fizer, dêm-me um chuto”), humildade, bom gosto (gosto inspirado na arte sem a qual diz que não consegue viver) e, sobretudo, um homem com uma imensa vida interior. O que se percebe na sua angústia e fuga em relação à face exibicionista e “show off” da moda,das câmaras e da primazia ao seu mundo interior, da visita sozinho aos museus que não dispensou nos dias de loucura que precederam a apresentação da coleção.
Percebemos que o sucesso está no facto de conceber a moda como um diálogo - um verdadeiro diálogo em que "ouve" mesmo e "fala com"  - entre quem usa a roupa e quem a concebe e de não conseguir viver sem arte.
Agora mesmo, na coleção de inverno de 2016, 4 anos depois, foi buscar inspiração à pintura flamenga.
Raf Simmons é uma das pessoas que nos fazem gostar tanto de moda e de que ela se torne uma primazia na nossa vida. E precisamos de muitas pessoas como ele.
Por isso e muito mais, o documentário “Dior e eu” torna-se imperdível, uma viagem sem filtros a um mundo extraordinário de beleza que, de repente, se torna intimista e tão profundamente simples. E que nos faz pensar que, às vezes, as escolhas óbvias não são as mais acertadas e que nos enganamos nas aparências. MUITO BOM!

09/09/2015

Working days. Uma moda diferente #2

Os dias são todos diferentes uns dos outros. E isso começa logo pela nossa disposição quando acordamos que pode ser mais acinzentada ou "colorida". Depois os dias podem ser mais complicados ou mais simples, podemos ter a agenda cheia de "maçadas" ou de coisas boas como aniversários, festejos, reuniões "interessantes", de tantas e tantas outras coisas que enchem a nossa vida que, apesar de ser uma unidade, está tão cheia de diversidade.
Então lembrei-me de fazer umas escolhas de "outfits" formais, para dias de trabalho descontraído em que nos podemos permitir cortar com alguma formalidade, juntando algum elemento descontraído, divertido ou "fora dos postes" . Ás vezes basta um elemento divertido ou algo inesperado num outfit para nos fazer sentir mais confiantes, mais confortáveis, mais atraentes. Não mais do que um elemento descontraído num "code dress" formal para quem tem um trabalho com exigências de formalidade (como é o meu). Isso pode fazer-nos sentir bem, seguros, a pisar terreno firme e ir  "ao dia". E ... fazer escolhas pessoais da moda e do que se usa, no fundo, criar um estilo pessoal!
Para agora mesmo, lembrei-me de algumas "dicas" para dias de trabalho mais descontraídos e da introdução da alguns pormenores de "moda" que podem fazer a diferença quando misturados com as peças que já estão no nosso roupeiro.
Aqui ficam:
"Descombinar" o estilo dos sapatos com o da roupa. Vestidos "girly" e românticos com sapatos masculinos ou ténis. E fatos com sandálias de sola de borracha, rasas ao estilo Birkenstock.
1: Vestido com padrão de flores, comprido, largo, fluido, num tecido de seda ou leve que nos "teletransporte" para uma paisagem campestre na melhor onda "boémia/setenteira" + sapatos mocassins, modelo assumidamente masculino (=fechados) e de salto baixo.
Inspiração: directamente da Gucci, numa imagem que vai fazer carreira nesta estação (estes mocassins da Gucci têm pêlo atrás que eu dispenso :) :) :)
Os mocassins podem ser substituídos por quaisquer outros sapatos da mesma onda "masculina" (por ex., blucher).

07/09/2015

Color of de year 2015: Marsala.

A escolha da cor é verdadeiramente crítica, um factor de sucesso individual e institucional.
Muito há a dizer sobre a cor e muito havia a dizer sobre o Pantone Color Institute e sobre as escolhas de cores. E as memórias de cores e as experiências de cores e as sensações de cores... Entre muitas outras coisas (todas fascinantes) ajudam a perceber os movimentos culturais sobre as escolhas actuais de cores e das que são expectáveis nas próximas estações, quer no que respeita a roupa, quer a têxteis, decoração, etc.
As cores são infinitas e as possibilidades de conjugações e misturas não têm fim. Basta olhar para a natureza.
A cor é sem duvida um factor crítico e podemos pensar em  ponderá-lo sempre, desde manhã, à hora de escolher a roupa porque nos pode fazer sentir muito melhor e mais seguros (homens e mulheres).
Nas colecções da próxima estação vemos uma palete de cores que nos atiram para as paisagens da natureza, cores envolventes que nos dão conforto e segurança, numa evocação do movimento boémio chique e do revivalismo do movimento modernista dos anos 60 e 70 do século passado.
Muito para dizer, portanto!
Para já, aqui fica a notícia de que a cor do ano de 2015 é a cor Marsala, uma cor que fica entre a cor de vinho e o castanho.

Fall 2015: An Evolving Color Landscape

This season displays an umbrella of accord that weaves earthy neutrals with a range of bold color statements and patterns to reflect a landscape of hope, fun, fantasy and all things natural.


04/09/2015

No radar.

Muito bonito, em veludo (parece-me que cristal), versátil. 
Para marcar a tendência oriental em formato "folk" (=de folclore).
Tão depressa apareceu, como desapareceu. Já não há nada, do "S" ao "L", foi tudo.
Se o voltarem a ver por aí, por favor, digam por favor.