06/08/2015

Calças Cropped

Pensava eu que as calças "cropped", largas e uns palmos acima do tornozelo só ficavam bem a pessoas altas porque (pensava eu) que criam um efeito visual que "baixa" a altura. Porém, mais uma vez, verifico que as coisas têm de ser experimentadas e que as que se usam agora mesmo, talvez por serem em forma de "V" (invertido) ou trapézio e, sobretudo, porque são de cintura subida, não baixam a figura.
Não há nada como experimentar as coisas sem preconceitos :) :) :) !!!
As que eu verifiquei são estas, da Zara.
Embora as calças de cintura descaída ainda não tenham saído de cena, as subidas entraram definitivamente no mapa, mesmo quando estamos a falar de skinnys (ou afuniladas).

04/08/2015

Inspiração Chloe

Tinha de ser. Aparecer em todos os looks da Chloe para esta estação F/W 2015.
Agora já está à venda na Zara! :) :) :)
Isto é demais!






Branco mais branco não há.


Verão

Sandálias da Be Code. Muito Isabel Marant (mas não são....): são Alphamoment!


Linda, linda, linda.

E assim se transforma uma pessoa num ícone da moda. Os vestido do casamento começaram com  Valentino e acabaram em Armani.
Ela encantou e deslumbrou. Nada mais nem nada a menos.
As fotografias são poucas. A paisagem idílica nas ilhas Borromeo.
Ele é um rapaz que cria tendências ao pôr na moda masculina muitas novidades, invariavelmente com muito estilo. Com uma mãe daquelas (=Carolina do Mónaco) e uma avó de que não nos queremos esquecer (=Grace Kelly), já percebemos que sai à sua linhagem.
Ela (Beatrice Borromeo) é de uma das famílias mais antigas de Itália que conta com São Carlos Borromeo, um Santo da Igreja católica do Século XVI que coincidiu com o Concílio de Trento e cuja história é muito interessante. Ela tem uma avó que é do mais divertido que há e que apetece conhecer.
Os dois agora formaram uma família com o seu casamento.
Que vivam estes noivos tão queridos e que sejam muito felizes! E... que continuem a povoar o mundo com o seu imenso estilo e beleza. E com muito meninos e meninas iguais a eles.
Nós vamos estar de olho.







Feliz mês de Agosto!

O mês de Agosto é o melhor mês para se estar em Lisboa a trabalhar porque:

  • Chega-se de casa ao trabalho e do trabalho a casa num "ai"
  • A cidade está vazia de pessoas atarefadas e cheia de turistas e nós sentimos-nos um turista mais
  • Os colegas andam em traje casual e ficam mais bonitos diferentes
  • Posso pintar as unhas de cores divertidas
  • Tenho tempo para tomar um gin tónico ao fim da tarde
  • Chego a casa com plena luz do dia
  • As roupas descontraídas e irreverentes, incluindo no trabalho, estão de acordo com o modo de quase-férias ou regressados-de-férias
  • Posso usar brincos diferentes em cada orelha
  • Não sei porquê mas a casa está mais arrumadinha e "clean" de coisas desnecessárias 
Aqui fica um vestido que comprei na Zara (princípio da estação) com receio de o ver em cada esquina. Mas escolhi-o completamente inspirada nas colecções da Etro, Pucci e Chloé num efeito patchwork aciganado e fiz conjunto com este colar da mesma onda (também da Zara). Aconteceu que só o vi repetido com outros conteúdos de "revista" (o vestido e a blusa que também é da Zara).



01/08/2015

Limpeza de armário

Das melhores sensações da vida é dar coisas que vão fazer a felicidade (ou simplesmente ser úteis) a outras pessoas e esse pode ser um critério na hora de fazer uma "limpeza" do armário.
Mas muitas vezes fazer uma limpeza de armário é o mesmo que jogar no totoloto. O que vamos precisar? O que se vai usar? 
Há muitos critério e um deles é dar o que já não se usou na temporada anterior. E há mais critérios.
Quem não tem experiência do que lhe falta depois de ter escolhido o que pôr de parte? Ou do que lhe ficou a sobrar depois e podia ter dado?
Recentemente vi este esquema quer acho que pode ajudar por aí. A pendurar na porta do armário?

30/07/2015

Tendências. Seventies. Do fim de semana ao trabalho. 24 horas.

As colecções são uma verdadeira ode aos anos 70 do século passado.
Acho que

  • uma blusa estampada de seda, 
  • um colete ou camisola de tranças justa e
  • saia comprida de ganga com botões à frente
  • um casaco curto de camurça 
marcam a estação e a diferença.




Por isso, escolhi estes da coleção da Zara e da Mango:


21/07/2015

Moda erudita: Prada.

É uma das marcas mais eruditas e interessantes desse ponto de vista. E, além disso, talvez das mais influentes porque cria tendências que, mais tarde, são acolhidas.  Quantas coisas poderia contar sobre a Prada, da sua origem com as malas italianas feitas de um material ultra-leve e que hoje a casa italiana ultrapassou há muito (mas não estão ultrapassadas). Sobre a Miuccia Prada, ela própria. Sobre a marca Prada e a marca Miu Miu.
Todos os anos é um enlevo ver os desfiles da Prada, as coleções que comportam sempre uma novidade única. Este ano foram as fotografias da publicidade da  coleção FW2015 de homens.
As fotografias de um surpreendente bom gosto cheio de "defeitos" assumidos, marcadas pela imagem "clean" de homens reais, com os braços curtos de mais, as mangas com uma volta virada para fora e onde nem um único é modelo (ou o parece ser).
Fotografias intemporais e algo perturbadoras, que nunca nos deixam indiferentes. Mas definitivamente artísticas.
A imagem, essa, é puramente consistente e eu acho que extraordinariamente positiva, de uma elegância depurada e quase hermética. Mas com um imenso significado e, nesse sentido, muito "aberta".
O vídeo publicitário poderia estar a ser exibido em qualquer museu contemporâneo. Está no site da Prada e pode ser visto neste link aqui:
http://www.prada.com/en/collections/advertising-campaign/man-fw-2015.html?adv=adv-content1
A Prada vai ser uma marca que "marcará" a moda para sempre. Uma influência que pode ter muitas origens e destinos, mas uma influência seguramente erudita.
Se puderam, é "obrigatório" ver as "impossible-conversations" entre a senhora Miuccia e a senhora Schiaparelli do Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque. Um autêntico mimo!

Oliver Goldsmith, Gucci e "heritage" e outras histórias.

O tempo, a história, os acontecimentos, os problemas, as crises, a (sobre)vivência dão-nos um tesouro, uma sabedoria que é simplesmente impagável.
Numa época em que se atiram os velhos (e as crianças) para a zona escura ou escondida da sociedade, pensar na "herança" é muito importante. Numa época em que as marcas escolhem miúdas acabadas de sair da adolescência para publicitar cremes  "miraculosos" para as  rugas  é importante parar para pensar com a cabeça sobre este tema. Eu sou optimista e penso sempre que o mais racional e lógico é amar a nossa condição actual e aprender a gostar dela. Por isso, acho sempre que a melhor idade é aquela em que eu estou. E efectivamente estou profundamente convencida disso: aceitar a idade é condição de elegância porque só partindo da realidade é que conseguimos demonstrar com verdade aquilo que somos. Isso, para mim, é condição da elegância.
Hoje a maior faixa "de mercado" são as mulheres de 50 anos e isso dá-lhes um estatuto único e um enorme poder. Isto faz-me pensar no discurso da Patricia Arquette quando ganhou o Óscar e nos imensos anos da minha vida profissional em que fui olhada com uns olhos não-profissionais pelos homens (e algumas mulheres) que fizeram com que eu tivesse de ter dado provas que não foram exigidas aos homens e ter trabalhado mais do que os homens para dar provas, me impor como profissional numa área de "fatos de terylene" cinzentos-claro (que eu odeio) e para que olhassem para mim enquanto profissional e  não como "mulher de trapos". Mas isso são outras histórias que não são para aqui chamadas.
Hoje vou contar duas histórias muito interessantes sobre "heritage". Um tem a ver com a Oliver Goldsmith e outra com a Gucci.
Antes da Oliver Goldsmith os óculos eram todos de metal. A Oliver Goldsmith tinha em frente uma fábrica de botões. Então, um dia, lembraram-se de ir à fábrica de botões e pediram-lhes que fizessem umas placas para fazer óculos. Parece que nesse dia fizeram cem óculos com este material inovador para a época. E parece que os cem óculos se venderam numa hora. A partir da Oliver Goldmisth a história dos óculos nunca mais foi a mesma. Hoje todos os óculos desta marca têm o ano da sua criação na haste, do lado de dentro (não têm a marca por fora, como eu gosto). Talvez os mais icónicos sejam os usados pela Audrey Hepburn ou a Grace Kelly. Uma curiosidade é que estes óculos são feitos exactamente da mesma forma que o eram em 1960 ou 1959 ou 1971! Ter nas mãos uns óculos assim é uma aventura! Estão cheios de história e de histórias para contar!!!!


Outra história tem a ver com as pegas de bambu nas carteiras da Gucci. No tempo da guerra e nos pós guerra, os bens eram racionados e não havia couro. Itália foi muito afectada com a guerra e, em 1947, pela falta de couro, os criadores da Gucci resolveram fazer a pega da carteira em bambu. Hoje em dia a "bamboo bag" é um ícone que inspira milhares de outras marcas (e imitações...), incluindo bijutaria. A forma do bambu passou para outras coisas e é conhecida nos relógios e nas argolas da Gucci. Mas tudo começou numa época de enormes dificuldades.
Eu lembro-me sempre desta história nos tempos de crise e concluo que muitas coisas boas podem resultar de épocas menos boas, seja da história, seja das nossas vidas!

Estas fotografias são do século passado, mas têm alguma coisa de "intemporal"