10/03/2014

Vamos abrir a época balnear?

Abri o site da Zara e apeteceu-me inaugurar a época balnear.
Aqui está um fato de banho que não me escapará se o vir e me ficar bem.
Eu gosto destas tendências, mesmo na praia.
Custa 19,95€, não deve durar muito. Mas é giríssimo.

Beijos da Maria

08/03/2014

O dia da Mulher.

O que agora vou escrever está completamente "fora dos postes", "contra corrente",é  "embaraçante", "lixado". Mas há uma coisa que eu vou dizer: estou-me nas tintas. Que se lixe. Eu conquistei umas costas tão largas que comportam (mínimo) um estádio de futebol.  Sinto-me completamente livre, sobretudo porque tenho aspirações na vida muito superiores a ter 50 mil visualizações por dia (!!!) neste blog e porque não tenho intenção de conquistar visitas a este espaço à conta de mostrar o corpo, mesmo quando isso implica mau gosto ordinário com celulite à mistura que passou despercebido pelo crivo do fotoshop. Muito m-----o mesmo e com uma falta de categoria e piroseira que me me nojo . E a única coisa em que aqui me ponho travão é escrever as asneiras que são a minha tendência e ... tenho imensa pena, mas acho que, acima da minha vontade de dizer asneiras, eu tenho de prezar a boa educação. Que aprendi em casa e que ensinei aos meus filhos (de quem, apesar de tudo, ouço raspanetes porque, quando eu acho que estou sozinha, me ouvem dizer asneiras e ficam verdadeira e genuinamente escandalizados porque fazem parte do meu elenco favorito as piores asneiras que há...).Quando comecei aqui a escrever, nunca pensei que isto fosse tão longe e chegasse aqui... Agora eu queria ter um blog erudito, maior de que mim própria que sou um bocado lerda e terra a terra, muito prosaica e com uma vida sem grandes novidades, igual à de milhares mulheres iguais a mim com as quais me identifico profundamente. Eu sei que isso não me leva longe. Eu sei que, se trouxesse polémicas ou ordinarices para este blog, isso o levaria longe, muito longe até. Só que não é isso que eu quero.
Hoje, dia da mulher, fica aqui aquilo que eu acho que poderia ser o testamento da minha vida. Um testamento totalmente "fora dos postes".
Trabalhei muitos anos, muitas horas, matei a cabeça com soluções que em muitos casos resolveram muitos problemas (não vale a pena falsas modéstias), tratei de assuntos muito importantes e com muitas consequências para a economia e para as empresas, resolvi muitos problemas graves a muitas pessoas, estive no Tribunal de Justiça da União Europeia a patrocinar interesses de "suma". Mas o meu trabalho mais importante não foi esse. Esse qualquer um faria. Qualquer um ... com a minha formação e o meu nível de inteligência (= médio, não vale a pena falsos orgulhos...) e, sobretudo, de esforço. O meu trabalho mais importante foi aquele em que eu não pude nunca ser substituída. Não pude nem podia. O meu trabalho importante foram as fraldas, os banhos, as refeições, a louça, a roupa, as consultas nos médicos por causa das alergias e das tosses, as conversas importantes - foram tão poucas e tão marcantes! - o meu (às vezes mau) exemplo, as idas ao cinema ver filmes de desenhos animados que odiava, as idas aos colégios, os fatos de carnaval (detesto e abomino o carnaval), as perguntas à noite sobre a matéria dos testes do dia seguinte, a preparação das festas de anos e das reuniões de família, as conversas à porta fechada, o abrir a porta de casa a pedir ao Céu que me ajudasse a deixar fora todas as aflições do trabalho (o feito e o por fazer), as guerras para sair a horas dos escritórios por onde passei (Deus abençoou-me com o último), o mandar para a urtigas os chefes que tive sem sentido de família, os beijos tardios nas bochechas de remorsos por ter sido o único do dia, o mandar à m...a os que se tentaram meter comigo em todos os sentidos que se possam imaginar. E os meus dias agora são passados a fazer o meu trabalho e a suspirar pela hora de chegar a casa, onde encontro o meu abrigo seguro, o homem da minha vida, sem o qual não consigo viver, o meu suporte, o meu sustento. Aquele por que lutei a minha vida e que conquistei e conquisto.
Este é o trabalho mais importante da minha vida.Em boa hora percebi que isso mesmo fazia parte da minha vocação. Minha, pessoal. Minha, como mulher.
E uma coisa muito prosaica: eu acho que sim. Que todos devem ajudar em casa. Mas, no final do dia e da história, sabem o que eu acho? Eu acho que todos aqueles que Deus pôs ao meu cargo têm muito de mim. Não, não, não... Não são os ensinamentos, não é o exemplo, não são as lições de vida.
É só mesmo o que comem. Porque sou eu que faço as compras. Sou eu que penso as refeições. Sou eu que lhas preparo. E isso, para mim, é uma fonte inesgotável de Vida. As coisas mais importantes, afinal, são as mais simples.
Beijinho da Maria, com um post scriptum: há uns meses atrás, se me dissessem que eu seria capaz de abrir assim a minha intimidade, eu diria que, ou não seria verdade, ou que teria ensandecido. Mas agora eu sei que não é uma coisa nem outra. São mesmo os últimos acontecimentos da minha vida que apontam TODOS setas para o que é verdadeira e definitivamente importante. O resto são só lérias. Lérias mais ou menos interessantes, mas lérias...

07/03/2014

A influência de Rem Koolhaas na Prada

Estonteante. A influência de um prémio Pritzker de Arquitectura na moda. Não há limites. 
A não perder, na cidade de Nova Iorque, a flagship store da Prada. Por Rem Kholhaas. Um arquitecto sobre quem muito (muito, muito,...) haveria a dizer.
A imagem agora é tudo e mostra que tudo está a mudar. 
Para mim, é oficial: se eu pudesse, voltava a estudar. Moda. Arte. Arquitectura. A tese de doutoramento havia de andar algures entre a Prada e este Kholhaas. Que me deixa sempre tonta. Perplexa. Espantada. Com a certeza de que o mundo está a mudar. Que os autores da mudança somos nós. 
Desta vez, com um "epicentro", algures em New York City.   Completamente erudito. Culto. Faz-me pensar que a moda não é compra e venda, não é comércio. É infinitamente mais. Somos nós. E isso engancha-me, conquista-me, FASCINAAAAAAAAAAAAAA-ME....

04/03/2014

Um óscar especial.

Acabei de ver o espetáculo dos óscares porque ontem nem consegui pensar nisso e passou-me completamente ao lado.
Em geral gostei imenso do que vi pela cerimónia à excepção dos homens que, em geral, não perfilaram bom gosto, ao contrário do que é costume. Não vi nada horripilante como nos anos anteriores, excepção a algumas senhoras "entradas" (=em idade) com pouca tendência para "conjugar a bota com a perdigota".

Mas agora apetece-me dar aqui um óscar especial. À Cate Blanchett. Tem uma classe totalmente genuína, que nasceu com ela e transforma tudo o que põe em cima em beleza, estilo e categoria. Mas não é só classe o que ela tem. Essa é endógena ou, pelo menos, a dela é. Também tem bom gosto. Muito bom gosto e elege o que lhe fica bem. Ou seja: o que diz bem dela. Por isso passa uma imagem para os outros de beleza, classe, bom gosto, elegância, categoria, charme. Além disso tem outra coisa invejável que é a naturalidade. Não tem a mania que é bonita, não faz poses, não põe a peitaça ao léu nem a perna de fora em decotes vertiginosos que vão do umbigo à garganta e da virilha ao tornozelo. Ela não precisa disso e é maravilhosa, que só ela. E depois tem mais do que beleza e estilo. O facto de assumir estes valores faz com que nela se veja muito para além de uma simples figuraça. 
Depois, um enorme talento. É camaleónica. E - isso sim -  contribui para fazer dela uma das actrizes melhores do nosso tempo, merecedora ontem de mais um óscar para acompanhar o que já tinha lá em casa. Um ícone de beleza, estilo e classe. Eu detesto ídolos, no sentido de referências de imitação e seguidismos tontos. Mas esta é, sem dúvida, um ícone. Um ícone do melhor que há em imagem e estilo.  E parabéns para ela e para o exemplo que é. Estou a pensar em duas "actrizes" portuguesas cujos filmes e programas não consigo ver porque são umas vaidosas que mete nojo. De tal maneira que

27/02/2014

A dependência e o significado da nossa vida.

Hoje (que é já ontem quando escrevo) fiquei sem bateria no telemóvel. Não é a primeira vez. Também não é a primeira vez que me esqueço dele ou que não sei onde está. Hoje foi todo o dia sem telemóvel. Ninguém tinha carregador. Senti-me isolada, um bocado perdida, aflita porque não conseguiam contactar comigo, nem eu com os outros. A minha vida está toda naquele telemóvel, incluindo a agenda e os telefones dos que me são próximos. Reuniões que ficaram por marcar, telefonemas por fazer, mails por ler, marcações impossíveis de encontros porque não sei os telefones, não posso marcar hora, recados por dar, combinações por fazer, contactos agendados impossibilitados. Parecia um caos.
Em desespero de causa, percorri as lojas do Saldanha e nenhuma tinha o carregador do Iphone 5. Na última que entrei a menina com uma satisfação injustificada e um enorme sorriso nos lábios que me apeteceu mandá-la para o bilhar grande disse-me, toda contente: "vendi agora mesmo o último".
De repente senti-me dependente, adicta que nem um drogado. Senti-me mal por causa da angústia que a "porcaria" da falta de um telemóvel me faz. E apeteceu-me fazer jejum de telemóvel por uns dias. Jejum de atender chamadas sobre chamadas em todas e quaisquer situações (salvo seja...), mesmo quando tenho as mãos cheias de coisas e o telemóvel pendurado do ombro no ouvido... Jejum de internet, de e-mails, de conexão à actividade virtual, on line, às solicitações fora de horas, numa falta total de silêncio interior, espaço interior de liberdade e independência, solidão. E vi-me, de repente, precisada de solidão, independência, com vontade de fazer de monge eremita e desligar-me do mundo ruidoso que o telemóvel significa. Irrita-me ser dependente e sentir-me num enorme desassossego por causa de uma simples bateria. Sim. Eu sei. Os telemóveis já salvaram vidas e hão-de continuar a salvar. Mas também as complicam e muitas vezes tramam as relações entre as pessoas.
E lembrei-me do anúncio da Coca Cola que aqui deixo.
E, na vez do carregador do Iphone, deparei-me com umas bancas de venda de artesanato e produtos portugueses no Saldanha Monumental. De lá vim com a minha vida no meu pulso. Passou do telemóvel para o meu pulso. Com um significado infinitamente maior. São de aço, preço de revenda, mas não sei dizer a marca porque foi um senhor encantador que mas vendeu e me garantiu que posso não as tirar do pulso que continuam assim porque são de aço. E eu não as quero tirar. Porque me lembram o significado da minha vida. E porque, além disso, são bonitas e simples. E transportam-me para a beleza profunda e simples que encontro na Cruz.

Hoje mandaram-me pedir para a porta do Metro.

Ora aqui está. 
Mandam uma mulher pedir para a porta do Metro. E uma mulher até preferia ir pedir do que fazer certos trabalhos.
Mas uma mulher não percebe é porque a mandam ir pedir. Ainda por cima para a porta do Metro.
Ainda se fosse à porta da Cartier na Av. da Liberdade, ainda que vá. Mas à porta do Metro é que não se entende.
....Homens...

25/02/2014

Blazer azul escuro.

 A ideia era mostrar um look muito clássico.
Blazer azul escuro + camisola de losangos + calças brancas.
Coisas que qualquer mulher encontra no roupeiro (no seu ou no do lado = no do marido, no da mãe, no das irmãs,...). Mas o meu fotógrafo deu-lhe mais para se focar noutras coisas... Homens ...
 Vamos lá espreitar o resultado (...) e espero que fiquem algumas ideias para o blazer azul escuro que todas têm no roupeiro. Ou que podiam ter. Porque mais versátil não há. Um básico essencial absolutamente camaleónico que se transforma num verdadeiro "milagre" da multiplicação da roupa, dependendo da companhia que se lhe junte. Se eu tivesse que escolher entre um blazer preto ou azul escuro era o azul escuro. Aí está uma peça de roupa em que vale a pena investir. Para usar e abusar.

21/02/2014

Não há roupa que chegue



Frio. Chuva. Continua. Promessas de, quando descobrir o sol, lhe vamos dar mais importância e agradecerao Céu por ele.
No "entrementes", não há roupa que nos chegue.
O limite é o que cabe lá dentro (= dentro do casaco de fora). Nunca menos de 4 camadas, das quais 2 ou 3 são de lã. Meias de lã merino (de preferência com caxemira à mistura) de que só as saudades irresistíveis de uns "stilettos" nos fazem prescindir...   Calor? Não. com uma excepção: no balneário do ginásio a destilação é a sério. Mas termina logo com o primeiro pé na rua...
Ando enganchada na tendência "sport chic" porque gosto de coisas confortáveis e ... porque não é o mais adequado para a minha situação de profissão, revejo no meu desejo a máxima de que o "fruto proibido é o mais apetecido". Entretanto, aí vêm ideias de alguma reminiscência deste estilaço que fixou tendência nesta estação e a consolidou na próxima. Mas sempre: em camadas de sobreposição cujo limite é  mesmo ... o que cabe... e bem "acachapado" num verdadeiro efeito "enchido". Podia ser pior a alternativa de apanhar frio e doença à vista numa saúde de "brinquinho" irritante.
Sem esquecer que riscas azuis e brancas + apontamentos de cores fortes (vermelho, fuccia, rosa "choque",  .... ) é um eterno e intemporal clássico que funciona sempre bem. Sem excepções.
Ora aqui vai, com indicação de que falta um botão ao casaco. Saltou hoje e não deu tempo de coser em fotografias tiradas ao chegar a casa, um verdadeiro prólogo de coisas infinitamente mais importantes para fazer.
 Happy time... e breve... muito breve... muito breve o tempo....

19/02/2014

"Power flower" em tempo de Inverno.

Após semanas e semanas e semanas de chuva com promessas de tempo a piorar, hoje não choveu. O frio, a luz do sol, os dias subitamente mais compridos, a cabeça confundida porque o tempo troca-nos as voltas e às 6 da tarde a luz clara indica que a tarde vai a meio enquanto o relógio nos anuncia o seu fim próximo... E, portanto: correria à espreita.
De quando em vez, um cheiro a primavera indefinido mas muito, muito, muito promissor.
 O anúncio da natureza a renovar-se e a certeza de que apetece nascer de novo com ela num propósito firme, em betão armado, de uma outra vida, renovada, rejuvenescida, nova, surpreendente, desafiante. Paz, calma, serenidade em que cada coisa tem a sua vez única e irrepetível, com todo o tempo do mundo que é o tempo de que precisa e o "tempo é breve". O tempo de lá estar completamente, totalmente, incondicionalmente que é o que cada momento exige, que é o que deixa rasto, é missão cumprida. Alegria. Total, profunda, completa que não carrega a cruz mas aceita-a tão profunda e amorosamente como um selo de glória com milhares e milhares e milhares de frutos. A "revolução da ternura", sem nunca deixar de "optar pela fraternidade". Amor, serviço. E que se lixe o resto.
Sem medo de, a permeio, "descer à terra" e com uma imensa simplicidade, desarrumar os casacos de pele grossa que dão o aconchego que um vestido de seda  exige em tempo de poucos graus. E eles (os casacos de pele) precisam de vir para a rua, de nos aquecer e os poucos graus fazem-lhes bem.
Muitos acessórios, sim. Porque agora, mais é mesmo mais. Queremos mais. Também de nós.
Porque, no fundo, só os valores permanecem. Dê para onde der. Doa a quem doer.
 E que se lixe o resto (desculpem o vernáculo..., mas estou mesmo por ... tudo...).

17/02/2014

É oficial: a beleza, o estilo e a classe não dependem da idade.

Podia "colar" aqui as mil imagens desta senhora. Mas, para além de não querer um blog com imagens "coladas" do google: uma fotografia dela basta. Por exemplo, a última, de ontem, dos prémios BAFTA.
Uma só porque qualquer fotografia dela é suficiente para o "statement": o estilo chegou a esta senhora e derramou-se em qualidades incontáveis e sem excepções.
Está lá sempre. No TOPO mesmo.
Helen Mirren! Eu gostava IMENSO de ser como ela.