14/11/2013

A beleza na dor.

Mais um post que andou aqui escondido nos dias, travado pela minha reserva, dúvida ou seja lá o que for. Mas tem sido para mim uma experiência tão tranquilizadora que acho que não a transmitir seria egoísta.
Tudo o que se tem passado nestes dias perdeu completamente importância. Perante a realidade da partida de um ser tão querido, tão nosso, tão da nossa vida, a importância das coisas reduz-se a um simples "nada". A morte é avassaladora mas pensar nela não me assusta. É pensar na nossa essência, na nossa razão de ser. E ... faz parte da vida. O meu irmão morreu e, de certa forma, ele estará mais presente agora nos nossos dias. Eu encontro-o agora de uma forma especial: na Matthäuspassion de Johann Sebastian Bach (alemão de Leipzig, esta música é provavelmente 1727, mas seguramente do Séc. XVIII)  Uma das obras primas da música ocidental. E era uma das obras preferidas do meu irmão a que ele voltou nos últimos dias da sua vida na terra mas que sempre o acompanhou. Agora, nestes dias, a "Paixão Segundo S. Mateus" de Bach tem sido a minha companhia. E tem-me proporcionado momentos de arrebatamento, de paz e de uma tranquilidade profunda. De tal forma, que agora acho que ninguém devia passar desta vida sem ouvir esta mostra da beleza dos momentos de maior dor. É o que esta obra significa. Eu tenho-a ouvido no carro, no escritório e tem-me andado na cabeça. 
Para mim, tem sido uma experiência que tenho vivido como um presente que o meu irmão me deixou. E tenho-a ouvido no carro, nas minhas idas e vindas a tentar acompanhar o "continuar da vida" que não pára. Tenho-a ouvido no meio do buliço da cidade e do trânsito.Tem sido uma experiência única que me transporta para um mundo de paz, tranquilidade, beleza, enche-me completamente e sinto o meu irmão tão perto de mim, com esta obra de que ele tanto gostava. Eu acho que todas as pessoas deviam passar por esta experiência:  percorrer a cidade a ouvir esta música. Fica tudo tão diferente...
Desfrutem. Mas não deixem de ver o último dos três que aqui deixo....

P.S - cortei o cabelo... Amanhã mostro como ficou.













Dia 21 de Novembro: bloquear a agenda das 12H30 às 14H30.

Bloquear a agenda e ir. As inscrições estão abertas.
Porque é preciso parar para pensar.
Porque o mais importante na vida nem sempre é o mais urgente.
Este é o 10º almoço das Mulheres do Século XXI. A não perder.
As inscrições são limitadas e podem ser feitas AQUI ou através deste E-MAIL.
Até lá, este blog vai estar ligado a este projecto pelo qual tenho tanto carinho e basta clicarem no link à direita.

Beijo da Maria. APROVEITEM  A VIDA DA MELHOR MANEIRA: FELIZES!

10/11/2013

Over the Knee Boots + mini skirt = women and men repeller.

Não ando blogueira, mas hoje tinha de ser. A inspiração veio da rua e obrigou-me a escrever. Foi hoje quando ela ia a atravessar a rua que a vi (não sei quem é) e tive imensa pena dela. Por não ter ninguém que lhe dissesse que a figura que fazia era de uma .... rameira (não sabem o que é? também não vou dizer...) ou .... de "mulher de esquina". Eu gosto muito destas botas de cano acima do joelho e ando a ver se encontro umas. Mas usá-las assim devia ser PROIBIDO. Porque dizem mal de quem as usa.
Não percebem o que eu quero dizer, não faz mal. Vou mostrar o efeito e concluem. Porque a imagem é tudo e não é preciso explicar. Mesmo no corpo "top ten" da Miranda Kerr ou da curvilínea J. Lo (que assobia muitas vezes nas curvas....).
Se quiserem ver... (não é bonito, é feio), é só continuar este post....

07/11/2013

Não te abandonei, nem te abandono.

Querido Blog,
Não te abandonei. Não te abandono.
Há situações na vida tão trágicas, tão dolorosas e tão inesperadas.
Agora não nos devemos perguntar porquê. Porque não há resposta ao porquê. Porque a pergunta "porquê" nos enche a cabeça de sombras que nos atiram para baixo e nos fazem muito mal (eu não quero escorregar para baixo nem quero ter dentro de mim sombras que me fazem mal). Devemos perguntar-nos o "como". A pergunta "como?" é a pergunta certa que nos traz paz (eu quero ter paz) e nos eleva no meio de tanto sofrimento e de tanta saudade. Um sofrimento tão aconchegado pela paz que Deus nos dá. Como vou aceitar? como vou ajudar os outros? como vou agradecer o dom desta vida interrompida de forma inesperada, dolorosa, precipitada, antes de tempo? Como vou agradecer? Uma forma de agradecer é recordar as coisas tão boas que vivemos, os momentos que passamos tão bonitos e tão bons. Com muita saudade. Mas com a certeza de que na vida eterna nos vamos encontrar. E até lá? Rezar, rezar, rezar. Por ele e por nós. Rezar, rezar, rezar. Esta vida não é a nossa morada definitiva e todos - todos, todos, todos - caminhamos para a nossa morada eterna, onde não havemos de chorar, nem sofre, nem dizer adeus (meu Deus! quantas vezes ouvi eu estas coisas e só agora a estou a PERCEBER)." A minha mãe está parecida à Mãe de Jesus na parte em que ela também perdeu o Filho.
Nestes dias de aflição encontrei a paz na minha Mãe, Nossa Senhora, que é, com sentido próprio, a Consoladora dos Aflitos.
A Capela da Quinta é a prova de que a nossa vida são alegrias e dores. Que grande festa tivemos há um mês atrás no teu casamento. A mesma Capela que agora recebeu o teu corpo. Estás entregue a Deus. Disse-me o nosso grande Amigo Padre Geraldo que estás no Céu. Diz-me a L.. Diz-me a paz que te pedi (eu sei que foi pôr-te à prova, mas tu passaste-a com distinção) e que me conseguiste (recebeste o Corpo de Deus, como pode Deus deixar de receber o teu agora?). Tivemos toda a ajuda, todo o carinho, todo o conforto, todas as orações da nossa Família que é tão grande, tão boa, tão unida. Não se pouparam a nada e deram-nos tudo o  que precisávamos. Os sacerdotes para rezarem as Missas com homílias que NUNCA mais esqueceremos. Como mandaram os paramentos com um carinho e uma disponibilidade sem fim. Coisas que NUNCA se agradecem e que me faz ter a certeza que estou no melhor sítio do mundo. Dá um beijinho a todos os nossos avós. E olha por nós. Faz com que sejamos boas pessoas. E façamos sempre os outros felizes. Que façamos sempre a vontade inquestionável de Deus.  Um beijinho do coração.Vou precisar de falar muitas vezes contigo.

21/10/2013

O Blog da Maria de Londres directo para o Jardim Zoológico.

Directo de Londres para o Jardim Zoológico.
Chegámos. 
A zurrar. 
Estamos em Lisboa.



Tinha-me esquecido desta. Vai aqui "Porque a Beleza Importa". A não perder.

Um lençol no chão em "V" com um copo no vértice, montes de carumas atados, um monte de "caca", consideradas arte contemporânea e a conviver com os pintores contemporâneos mais importantes, mais talentosos e mais marcantes. Umas obras de arte de que já mostrei aqui alguns exemplares que, quando as vejo, penso que, de duas, uma tem de ser: 1) ou fazem de mim parva ou 2) sou mesmo parva. 
Agora mostro mais estas "lindas" obras de arte.Tão lindas e tão importantes que ganharam estatuto e estão nas salas da London Tate Modern, o museu de arte contemporânea dos mais (ou mais) importantes de Londres onde aí convivem (!!!!) com obras de Francis Bacon, Salvador Dalí, Pablo Picasso,  Max Ernst, Giogio de Chirico, Joan Miró, Paul Klee e outros (obras incontornáveis da história da pintura do Séc.. XX como, só para dar um exemplo, o maravilhoso "Weeping Woman" de Pablo Picasso),..... 
Ora estas "lindas" obras de arte merecem ser vistas e, como me esqueci de as acrescentar aqui, apresento-as aqui. Espero que não fiquem de boca aberta como eu fiquei.
Ora vejam lá:

20/10/2013

"Make it up"...

Aqui em Londres parece-me que as raparigas não cedem à tendência da moda actual da maquilhagem efeito "cara lavada".  A base é de cobertura total com pó por cima (ou vários pós, será?), num efeito pele de porcelana que eu não via há anos. Quase todas. As de cabeça tapada incluídas que aqui são muitas, muitas, muitas. Impressionante, numa cidade em que não há um metro quadrado sem uma câmara apontada a filmar, em que não há um autocarro sem 8 câmaras em cada andar (contei eu 8) e onde à entrada da cidade, no aeroporto, me mandaram tirar o chapéu para verificar se eu era a pessoa que constava do cartão de cidadão (porque eu, assim ao vivo, tenho ar de terrorista), vi muitas mulheres de burka, totalmente tapadas, com aqueles olhos a sair do rectângulo mínimo, absolutamente assustadoras e no Selfridges vi uma com um buraco maior no sítio da cara mas com um açaime (parecia o Hannibal Lecter).Quis tirar-lhe uma fotografia porque nunca tinha visto nada assim, mas acanhei-me com medo que um extremista muçulmano me mandasse para o outro mundo. Todas de Lady Dior, Birkin (Hermés), 2.55 (Chanel) Guccis, ...,... (estou só a falar do que trazem à vista porque as grifes, por enquanto, não fazem burkas...), fazem filas à porta das lojas mais exclusivas, mas andam tapadas e  as que não andam de burka parecem (a mim, que sou esquinada) um bocadinho andrajosas. Algumas tapam a cabeça com lenços de grife mas, mesmo assim... Finalmente hoje dei-me conta de que elas também têm as caras refeitas com mão de cirurgião plástico (as das cabeças com lenços, porque as das burkas não se vê NADA e até pode ser um terrorista lá metido e devia ser PROIBIDO). E também me dei conta de que aqui todas usam lápis de contorno de sobrancelhas e é por isso que as têm tão bem desenhadas.  E, embora nunca me tenha dado na cabeça usar lápis de sobrancelhas (e o resto sabe Deus que à hora de o fazer nunca tenho tempo...), isso faz toda a diferença na cara e no olhar. Afinal, é importante. Quanto à burka... Uma mulher é uma mulher. Não é um pedestal tapado. Assim como também não é um corpo para andar ao léu, porque não é só um corpo... E destapadinho é que parece mesmo que só é isso.
New Bond Street. Foi exactamente aqui, no n.º 158, que eu descobri porque é que, este ano, a Zara tem uma quantidade infindável de botas de cano pelo tornozelo,bicudas, alguma com fivelas, outras não...
Alguém adivinha porquê????
Vamos ver montras.

18/10/2013

Unmissable exhibitions in London




Se vier a Londres não perca no Victoria & Albert Museum estas exposições temporárias. 
A entrada no Museu é gratuita. A exposição das pérolas são 10 Libras e a Club to Catwalk (London Fashion 1980's) são 5 Libras. Horários e mais informações aqui




Na secção "Fashion":  



 As fotografias que vou mostrar são da exibição permanente do V&A Museum (secção "fashion"). Das exposições temporárias: era proibido tirar fotografias. Cumpri.  Quanto à das pérolas, é impressionante como, depois de mostrar e explicar a forma extraordinária como se formam as pérolas, incluindo as de cultura com a extraordinária intervenção de Mikimoto (passei hoje na loja dele em New Bond Street...) e jóias únicas desde os tempos dos romanos até à actualidade, a exposição acaba de forma abrupta, numa crítica explícita à intervenção dos chineses,  com baldes de alumínio cheio das pérolas do rio - horrorosas, sem qualidade - com que eles literalmente inundaram o mercado (atenção que há pérolas do rio bonitas e de boa qualidade...).
Quanto à exposição Club to Catwalk, London Fashion 1980's, foi um revavalismo. A influência dos clubes nocturnos nos designers, o lançamento do London Fashion Week, com o apoio de Margareth Tatcher (imagine-se!) as primeiras obras do Galliano e do Paul Smith. A Vivianne Westwood e os Sex Pistols, o movimento punk (que durou meia duzia de anos e nada mais mas deixou marcas que perduram na moda), o uso da licra, a excentricidade e a crítica ao "establishment". Não é a minha praia, não. Mas pensei que, se em Portugal, se tivesse apoiado a moda assim, desta maneira, se calhar hoje estávamos a anos luz do sítio onde estamos.

A  exposição permanente do V &A Museum leva-me a crer (mais uma vez) que moda é arte. Vou mostrar os que considerei mais icónicos;

16/10/2013

London looks.


                                                                                                                       

Um banho de cultura mas não me lavei com a água toda.

  

Com vontade de o visitar há anos e agora com o conselho de última hora de um rapaz muito artista, vanguardista e informado no que respeita à "creme de la creme" da arte, da arquitectura, da pintura, das artes plásticas.
E lá fui hoje. Ao Tate Modern.
Pois aqui fica o meu veredicto: foi um banho de cultura mas não me lavei com a água toda.
Ora vamos lá ver se me explico sem palavras.