21/10/2013

O Blog da Maria de Londres directo para o Jardim Zoológico.

Directo de Londres para o Jardim Zoológico.
Chegámos. 
A zurrar. 
Estamos em Lisboa.



Tinha-me esquecido desta. Vai aqui "Porque a Beleza Importa". A não perder.

Um lençol no chão em "V" com um copo no vértice, montes de carumas atados, um monte de "caca", consideradas arte contemporânea e a conviver com os pintores contemporâneos mais importantes, mais talentosos e mais marcantes. Umas obras de arte de que já mostrei aqui alguns exemplares que, quando as vejo, penso que, de duas, uma tem de ser: 1) ou fazem de mim parva ou 2) sou mesmo parva. 
Agora mostro mais estas "lindas" obras de arte.Tão lindas e tão importantes que ganharam estatuto e estão nas salas da London Tate Modern, o museu de arte contemporânea dos mais (ou mais) importantes de Londres onde aí convivem (!!!!) com obras de Francis Bacon, Salvador Dalí, Pablo Picasso,  Max Ernst, Giogio de Chirico, Joan Miró, Paul Klee e outros (obras incontornáveis da história da pintura do Séc.. XX como, só para dar um exemplo, o maravilhoso "Weeping Woman" de Pablo Picasso),..... 
Ora estas "lindas" obras de arte merecem ser vistas e, como me esqueci de as acrescentar aqui, apresento-as aqui. Espero que não fiquem de boca aberta como eu fiquei.
Ora vejam lá:

20/10/2013

"Make it up"...

Aqui em Londres parece-me que as raparigas não cedem à tendência da moda actual da maquilhagem efeito "cara lavada".  A base é de cobertura total com pó por cima (ou vários pós, será?), num efeito pele de porcelana que eu não via há anos. Quase todas. As de cabeça tapada incluídas que aqui são muitas, muitas, muitas. Impressionante, numa cidade em que não há um metro quadrado sem uma câmara apontada a filmar, em que não há um autocarro sem 8 câmaras em cada andar (contei eu 8) e onde à entrada da cidade, no aeroporto, me mandaram tirar o chapéu para verificar se eu era a pessoa que constava do cartão de cidadão (porque eu, assim ao vivo, tenho ar de terrorista), vi muitas mulheres de burka, totalmente tapadas, com aqueles olhos a sair do rectângulo mínimo, absolutamente assustadoras e no Selfridges vi uma com um buraco maior no sítio da cara mas com um açaime (parecia o Hannibal Lecter).Quis tirar-lhe uma fotografia porque nunca tinha visto nada assim, mas acanhei-me com medo que um extremista muçulmano me mandasse para o outro mundo. Todas de Lady Dior, Birkin (Hermés), 2.55 (Chanel) Guccis, ...,... (estou só a falar do que trazem à vista porque as grifes, por enquanto, não fazem burkas...), fazem filas à porta das lojas mais exclusivas, mas andam tapadas e  as que não andam de burka parecem (a mim, que sou esquinada) um bocadinho andrajosas. Algumas tapam a cabeça com lenços de grife mas, mesmo assim... Finalmente hoje dei-me conta de que elas também têm as caras refeitas com mão de cirurgião plástico (as das cabeças com lenços, porque as das burkas não se vê NADA e até pode ser um terrorista lá metido e devia ser PROIBIDO). E também me dei conta de que aqui todas usam lápis de contorno de sobrancelhas e é por isso que as têm tão bem desenhadas.  E, embora nunca me tenha dado na cabeça usar lápis de sobrancelhas (e o resto sabe Deus que à hora de o fazer nunca tenho tempo...), isso faz toda a diferença na cara e no olhar. Afinal, é importante. Quanto à burka... Uma mulher é uma mulher. Não é um pedestal tapado. Assim como também não é um corpo para andar ao léu, porque não é só um corpo... E destapadinho é que parece mesmo que só é isso.
New Bond Street. Foi exactamente aqui, no n.º 158, que eu descobri porque é que, este ano, a Zara tem uma quantidade infindável de botas de cano pelo tornozelo,bicudas, alguma com fivelas, outras não...
Alguém adivinha porquê????
Vamos ver montras.

18/10/2013

Unmissable exhibitions in London




Se vier a Londres não perca no Victoria & Albert Museum estas exposições temporárias. 
A entrada no Museu é gratuita. A exposição das pérolas são 10 Libras e a Club to Catwalk (London Fashion 1980's) são 5 Libras. Horários e mais informações aqui




Na secção "Fashion":  



 As fotografias que vou mostrar são da exibição permanente do V&A Museum (secção "fashion"). Das exposições temporárias: era proibido tirar fotografias. Cumpri.  Quanto à das pérolas, é impressionante como, depois de mostrar e explicar a forma extraordinária como se formam as pérolas, incluindo as de cultura com a extraordinária intervenção de Mikimoto (passei hoje na loja dele em New Bond Street...) e jóias únicas desde os tempos dos romanos até à actualidade, a exposição acaba de forma abrupta, numa crítica explícita à intervenção dos chineses,  com baldes de alumínio cheio das pérolas do rio - horrorosas, sem qualidade - com que eles literalmente inundaram o mercado (atenção que há pérolas do rio bonitas e de boa qualidade...).
Quanto à exposição Club to Catwalk, London Fashion 1980's, foi um revavalismo. A influência dos clubes nocturnos nos designers, o lançamento do London Fashion Week, com o apoio de Margareth Tatcher (imagine-se!) as primeiras obras do Galliano e do Paul Smith. A Vivianne Westwood e os Sex Pistols, o movimento punk (que durou meia duzia de anos e nada mais mas deixou marcas que perduram na moda), o uso da licra, a excentricidade e a crítica ao "establishment". Não é a minha praia, não. Mas pensei que, se em Portugal, se tivesse apoiado a moda assim, desta maneira, se calhar hoje estávamos a anos luz do sítio onde estamos.

A  exposição permanente do V &A Museum leva-me a crer (mais uma vez) que moda é arte. Vou mostrar os que considerei mais icónicos;

16/10/2013

London looks.


                                                                                                                       

Um banho de cultura mas não me lavei com a água toda.

  

Com vontade de o visitar há anos e agora com o conselho de última hora de um rapaz muito artista, vanguardista e informado no que respeita à "creme de la creme" da arte, da arquitectura, da pintura, das artes plásticas.
E lá fui hoje. Ao Tate Modern.
Pois aqui fica o meu veredicto: foi um banho de cultura mas não me lavei com a água toda.
Ora vamos lá ver se me explico sem palavras.


15/10/2013

A moda dos sapatos de homem em Londres e o que os sapatos dizem dos homens que os usam.

Primeiro que tudo: isto é um post de opinião, que é a minha e que, antes de criar quaisquer equívocos, digo já que é aquilo que penso e que é uma opinião, certamente dificilmente a modificarei, mas é só a minha... Isso, acrescido a uma constatação da minha vida e que já leva alguns anitos. Mas só isto e nada mais do que isto. Não sei o que pensam....
Londres!!! A nível de moda... hhhuuuuum... hhhuuuuuummmm....
Homens aqui ou andam muuuuito bem vestidos ou huuuuummmmm.... huuuuuummmm. E hoje andei a observar .... sapatos de homem... porque agora há uma moda. E saltaram-me os olhos para eles e...são sapatos que funcionam como "repelente de mulher" Os homens usam-nos com as calças justas, skinnys (como agora se usam), e depois estes sapatos bicudos (muito bicudos), com o bico a levantar vôo. Ficam mesmo azeiteiros.
E a questão é que, nos homens, os sapatos contam-nos muitas coisas de quem os usa. Às vezes coisas demais e inesperadas.
Uma pessoa olha para um homem que até pode parecer um gentleman, a puxar para um "dandy", ultra giro, olha para o pés e vê-os enfiados nisto... e percebe logo que em vez de um "dandy" está só em frente de um "azeiteiro" ... Desculpem lá qualquer coisinha, mas é só a minha opinião (e também podem dizer que eu sou azeiteira que não me importo nadinha).
Ah! Porque a inversa também é verdadeira. Homem "mais ou menos" (em estilo casual,"blasé" ou até descuidado) pode-se revelar através de uns sapatos como um estiloso nato.

Mas os sapatos que eu vejo aqui em Londres em muitos pés com umas calças skinnys são muuuuito bicudos a levantar vôo na ponta. São assim:

13/10/2013

Welcome to London City!





Primeiro: eu estou bem, estou fina. Recebi imensas mensagens por causa do último post que aqui escrevi e que, pelos vistos, diz mais do que eu quis dizer. Eu estou bem! O que tenho é um problema pulmonar que já tinha antes e estou como estava antes do post que, pelos vistos, estava mal escrito porque perceberam que eu estava doente!!!! Ora eu estou exactamente como estava antes de escrever o post. Só disse que ía morrer porque me obrigo a pensar muitas vezes nisso, pois põe-me a cabeça no Céu, os pés da terra e o coração no que é verdadeiramente importante. O que a médica me mandou fazer foi ser seguida no hospital de Santa Marta porque é um centro de excelência e ... porque tenho de ser seguida. Mas estou bem. Eu tenho um problema mais grave que é o facto de fugir dos médicos porque acho sempre que eles nos vão encontrar doenças... Todos temos os nossos "calcanhares de aquiles", certo? O meu é a parte respiratória e é por isso que ando sempre de lenço amarrado ao pescoço e chapéu na cabeça. Ás vezes as pessoas acham estranho, mas eu sei que se apanho um pouco de sol na cabeça fico logo doente. E frio no pescoço e é o mesmo e correntes de ar, não posso apanhar frio e é isto, não posso passar do quente para o frio que é certo. Um vidrinho ... . Nada de mais. Só é um assunto que tem de ser vigiado e seguido. MUITO OBRIGADA porque, no fim de contas, recebi tantas mensagens, tão carinhosas que fiquei absolutamente rendida. Estou como estava antes, com a mesma doença que tinha. Mas há alguém que vá ao médico e não venha de lá com uma doença? Vêm-nos por dentro e por fora e alguma coisa têm de encontrar. Nem que seja um quisto sei lá aonde ou uns parafusos a menos na cabeça. Como não me viram a cabeça, não deram com esse problema, mas este também não é preciso. Bastava verem este blog para fazer esse diagnóstico.
Hoje andamos a vadiar em Londres. E aqui fica   o registo. De manhã Missa. Se não há Missa para onde queremos ir, não vamos. Nós somos assim. Ponto. Num país anglicano, a Missa católica é de um cuidado que não tem limites. O Confiteor, o Glória, o Pai Nosso em latim cantado. Num ritmo certo - nem acelerado nem parado - absolutamente afinado e certo. A homília .... sobre a consagração que o Papa Francisco fez do mundo interior ao coração de Nossa Senhora (e fê-la diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima que foi a Roma pela terceira vez desde sempre para este efeito) e sentimo-nos em casa.... Estamos seguros, estamos confiantes e não precisamos de mais nada.
Agora aqui está: Trafalgar Square. Uma pessoa chega à National Gallery e vê, entre pessoas em show para o público, uma "manif" sei lá eu do quê. Voltei a ver os quadros do meu querido Van Gogh, os girassóis que ele pintou 2 meses antes de morrer e que considerou uma ode à alegria, colocou no quadro de hóspedes da sua casa e que o seu amigo Paul Gauguin encontrou quando o foi visitar. E os quadros que pintou no ano e no mês que morreu, como os campos de St Remy.  E os outros que pintou na fase mais criativa e produtiva da sua vida que foi, precisamente, a que esteve internado, durante os últimos meses da sua vida. A cadeira com o cachimbo e o tabaco no seu quarto, de proporções e perspectivas desarmantes em relação à porta e à parede.

Benvindos à cidade de Londres!


O Blog da Maria parou em Londres.



10/10/2013

Querido Blog. Soube hoje a minha sentença. Ao fim de dois longos meses de exames.

 Querido Blog
Venho dizer-te o que aconteceu. Depois de dois meses de exames que levei como uma cruz, e cujos resultados guardei numa gaveta fechada nos envelopes fechados como me foram entregues, envelopes que não abri e que continham a minha sentença de vida ou de morte, de saúde ou de doença. Exames que fiz porque o meu homem me marcou consulta e porque, depois, me marcou os exames. Em envelopes grandes fechados, o TAC, as ecografias, as análises, ...,... ao todo nove exames. Fiz de avestruz e meti a cabeça na desculpa de que exames médicos devem ser vistos pelos médicos. Guardei a data da consulta na agenda sem pensar, mas hoje, chegou o dia. O pior dia para ir para o Centro de Saúde esperar pela sentença. No meio de um imenso stress de trabalho, de prazos, de trabalhos para fazer que não cabem nas horas do dia, a tentação de mudar a data da consulta foi maior que muita, gigantesca, demolidora por razões inadiáveis. Na minha cabeça o conselho de uma amiga que me apontou como obrigação grave cuidar da saúde. E eu senti de novo aquela sensação de me cair a vida das mãos quando tive a notícia do problema pulmonar irreversível precisamente quando me sentia cheia de força física, a gozar plena e  excelente saúde, desportista em forma física invejável. Não me caiu o mundo mas foi, no mínimo, uma surpresa que me atirou violentamente com a realidade inexorável das minhas fragilidades.
Hoje chego ao centro de saúde, a pensar na minha médica de família, a melhor médica depois da que fez nascer os meus filhos. Mil vezes melhor e mais cuidadosa do que o Pneumologista onde eu ía confortavelmente de 6 em 6 meses porque me mandava sempre fazer o mesmo, numa de "leva receita, paga os 95€ da consulta e desampara-me a loja". Hoje centro de saúde comigo onde tive a sorte de encontrar esta médica que se interessou mais pelo meu caso do que eu própria que fujo dele quanto posso (avestruz...). Senha "A" com consulta marcada. Mas