Hoje andamos a vadiar em Londres. E aqui fica o registo. De manhã Missa. Se não há Missa para onde queremos ir, não vamos. Nós somos assim. Ponto. Num país anglicano, a Missa católica é de um cuidado que não tem limites. O Confiteor, o Glória, o Pai Nosso em latim cantado. Num ritmo certo - nem acelerado nem parado - absolutamente afinado e certo. A homília .... sobre a consagração que o Papa Francisco fez do mundo interior ao coração de Nossa Senhora (e fê-la diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima que foi a Roma pela terceira vez desde sempre para este efeito) e sentimo-nos em casa.... Estamos seguros, estamos confiantes e não precisamos de mais nada.
Agora aqui está: Trafalgar Square. Uma pessoa chega à National Gallery e vê, entre pessoas em show para o público, uma "manif" sei lá eu do quê. Voltei a ver os quadros do meu querido Van Gogh, os girassóis que ele pintou 2 meses antes de morrer e que considerou uma ode à alegria, colocou no quadro de hóspedes da sua casa e que o seu amigo Paul Gauguin encontrou quando o foi visitar. E os quadros que pintou no ano e no mês que morreu, como os campos de St Remy. E os outros que pintou na fase mais criativa e produtiva da sua vida que foi, precisamente, a que esteve internado, durante os últimos meses da sua vida. A cadeira com o cachimbo e o tabaco no seu quarto, de proporções e perspectivas desarmantes em relação à porta e à parede.





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