05/08/2013

A propósito de praia... não vou ter necessidade de me cobrir...


Compra da década. Um achado. Parece um lenço, mas não é.
Foi amor à primeira vista e não quis ver nem saber de mais nenhum.
Posso deitar fora o do século passado que andava com as alças com dois nós (vergonha....).  Mas não há fome que não dê em fartura.
Bastou-me descer a Rua Castilho a partir do cruzamento da António Augusto de Aguiar. Entrei na La Perla e deixei um debaixo de olho. Passei a seguir no outlet da Stivali (voltou para a Rua Castilho, há cerca de um ano) e na Max&Co não há fatos de banho, mas tudo em saldos.
Mas à terceira foi de vez. Não quis ver mais nenhum. Era este. Estava na Loja das Meias simplesmente à minha espera. Já dizia a minha Avó que "o bocado está para quem o há-de comer". Este era para mim. Não podia ser para mais ninguém. Lá ficaram os

04/08/2013

Era uma vez uma ida à praia


Não sou uma mulher praieira nem morro se não for à praia porque a minha visão é mais de campo...
Mas uma pessoa vai à praia e vem de  lá de boca aberta. A cabeça não pára um bocadinho.
Começa logo que uma pessoa vai para ver o mar e se espraiar na areia e passar uns momentos de sossego e até leva o Expresso a ver se é este o fim de semana em que o consigo ler.
Mas depois, vem de lá sem ter pegado no jornal e de boca aberta.
O espectáculo é demasiado bom para se perder.
Primeiro porque uma pessoa vai para a praia para ver o mar e o céu azul e a beleza do universo.
Mas só vê é corpos. Muitos por metro quadrado. Estica um pé e toca num desconhecido. Não é costume a gente andar assim a tocar em desconhecidos como se fosse normal e nem se sabe se têm doenças de pele ou alergias.

02/08/2013

Benvindos a Viseu!!!!



Pois não são de agora. São da última vez que lá estive. mas é sempre um enorme gosto, com um imenso carinho que mostro a minha cidade e convido todos a visitá-la, agora aqui. Desfrutem!
Reparem que até os contentores do lixo de reciclagem são especiais. Mais bonitos e discretos. Esta cidade é uma surpresa de coisas boas e bonitas!

29/07/2013

Branco + beije. A combinação da minha eleição.



Hoje acordei a sonhar com uma combinação de cores que acho que é das mais chiques. Branco + beije. Assim como branco com todos os tons neutros, cinzento claro incluído (ou escuro...). Uma onda ultra  discreta mas de um chique único e irrepreensível. Como vesti um blaser de linho (não dispenso os casacos neste Verão tão frio!), fiquei com um ar masculino informal de algures do Séc. XIX ou princípios do Séc. XX. Faltou-me o ambiente de praia, de court de ténis, de água gelada temperada com fatias de limão e aquele cenário paradísiaco que vemos nos filmes da época! Mas, em compensação, sobrou-me esta Lisboa do meu coração com esta luz de fim de tarde que sabe a Céu.
E como foi um dia de correria e de andar muito a pé, pus as primeiras sandálias rasas que me vieram parar às mãos (sabrinas com este look eram descabidas...)  e levei no carro umas mais altas e mais apropriadas para este look. No meio de um dia a correr de um lado para o outro, no momento que parei, resolvi não mudar de sapatos. A verdade é que me senti saída de um filme passado no século XIX, algures numa praia fria do Norte da Europa, Escócia ou Normandia, ou numa colónia Inglesa e, de repente, senti-me bem neste look e com estes sapatos que são, literalmente, do séc. passado. 
Embora lá ver num instantinho:

28/07/2013

Momentos de Intimidade.

Hoje fomos as duas fazer a visita à mega-ultra-super modista que estava marcada há bastantes dias para ser a um sábado. Eu sabia que era de excelência porque já tinha visto  muitas coisas que saíram das mãos dela. Como faz um Elie Saab sair de uma revista e cair nas nossas mãos, igual. Como faz uma pessoa com um "corpo difícil" brilhar com um chique intemporal e ficar linda de morrer. Hoje, em contacto com ela, percebi como tem olho para os tecidos como nunca vi. Deita-lhe o olho e diz que não é natural. Toca-lhe e diz que não cai bem para aquele efeito. Por último explica porque é que aquele é o melhor de todos para aquele feitio, para aquele corpo e para aquele tom de pele. Queixa-se porque agora é mais difícil encontrar os tecidos que as marcas punham à venda com os figurinos. Valentino, Givenchy, Dior,.... Percebe como é que cada feitio fica bem a uma pessoa. Ao corpo e ao seu estilo, ao género de pessoa que é. Cada comentário é cirúrgico, de uma exactidão que nos deixa desarmados e completamente rendidos. Que justifica o enorme custo de uma "toilette". Mas esta é para uma ocasião muito especial, demasiado especial  para deixar passar a data sem a correspondente apresentação. Fiquei completamente rendida.
Mas hoje, sábado, depois desta visita que as duas fizemos para escolher o vestido e que me deixou fascinada porque é muito difícil encontrar pessoas assim, que me atraem irresistivelmente, fomos as duas num programa arranjado na hora. Sozinhas. Andámos pela Baixa de Lisboa, a cidade mais bonita do mundo para se visitar e para viver. A que tem maior percentagem de satisfação dos turistas. Fomos almoçar numa das explanadas das arcadas da Praça do Comércio e sentimos-nos umas princesas de novo em turismo na cidade mais bonita, mais cosmopolita e mais acolhedora do mundo. Visitámos o Mude, o Museu do Design e da Moda. Fomos à Intimissimi da Rua Augusta que fica num edifício simplesmente maravilhoso. Entrámos na H& M. Fomos aos saldos da Zara e à Stradivarius. Fascinámos-nos com o edifício do  Hotel Internacional da Rua Augusta, um edifíco emblemático e  recuperado em tons brancos e lavanda, absolutamente maravilhoso. Conversámos e rimos, contámos coisas. Falámos. Momentos de silêncio, de perguntas e respostas, de contar coisas ou simplesmente falar, falar, falar, coisas importantes e conversa "mole".
E, no fim, eu pensei que as duas somos amigas, cúmplices, íntimas. E que é impossível ser íntima, amiga sem se ter estes momentos a duas, só nós, sem mais ninguém.
E que são momentos muito importantes.
É preciso estar com os outros. Só para eles e eles para nós, sem interferências, sem mais ninguém, só nós.
São momentos inesquecíveis e muito, muito, muito importantes. Pelas suas consequências que é o que sobra das relações humanas, Momentos de que se faz o casamento, a maternidade, a paternidade, a família.
Que pena serem tão poucos estes momentos!
Beijinho da Maria

The end of story. And "never again". Quero-te assim nos próximos anos.

 


Ao fim de duas sessões de muitas horas cada uma, em que passei por um alisamento, hifratação especial, tinta (que levou vários tons de neutralização, incluindo VIOLETA!!!! para me tirar os tons que iam do laranja ao cenourinha... e me pôs o cabelo toda de uma cor e que era a cor com que Deus me deitou ao mundo!!!!), seguida das nuances que ficaram, como eu queria, mais claras na parte de baixo do cabelo (em que eu estava filada) e de um corte: ficou como eu queria.
Tudo ao som de música alternativa, ao sabor das melhores tostas de Lisboa, rodeada de pessoas diferentes, giras, alegres, de muitos tatoos e perciengs, e acompanha de uma cidra gelada que me soube a céu....
Sim. Ficou como eu queria. Ao fim de muuuuuuitas horas e duas sessões.
Fiz juras de que nunca mais faço experiências no meu cabelo.  E de que o castigo vai ser (para além do custo da asneira...) uma máscara neste pêlo de rato uma vez por semana, durante 20 minutos, para reparar os danos de tanta experiência, seguida de água gelada no cabelo que, segundo o Paulo Fraga (do Ilusion Beauty Club no LX Factory, em Lisboa) não faz mal à saúde e até é muito bom.
E ficou assim:

25/07/2013

JOANA!!!! UM GIGANTESCO OBRIGADA DO MEU CORAÇÃO PORTUGUÊS!

Foi sem dúvida nenhuma das coisas mais impactantes que vi nos últimos tempos. Entrar numa sala e ver um lagarto a subir as paredes emparelhado com outro, perfeitamente felizes e inesperadamente bem integrados no palácio. Um sofá de meados do século passado em tons frou-frou com um cheiro a naftalina e muito, muito kitsch que se chama "Brise". 
As duas cabeças de touro, uns verdadeiros troféus de renda a envolver a fainça da  fábrica Bordalo Pinheiro, numa sala de bilhar e  a ladear uma lareira. Uma televisão a transmitir a "euro-visão" e completamente engolida pelos "naperons" de renda que se viam a enfeitar a televisão enquanto se ouvia o festival da canção.... 
O quarto absolutamente arrepiante com o coração de Viana e a voz da Amália Rodrigues que nos faz saltar o ego Português e não querer ser de mais ninguém a não ser de Portugal. Um coração vermelho como o coração de Portugal, muito bonito e muito humano. Feito de talheres de plástico, mas mais bonito que um coração de ouro puro.
Sim, os sapatos em tamanho gigantesco mas de proporções absolutamente rigorosas, de uma elegância única, exímia mas... formatados por tachos, tampas e panelas. Um verdadeiro deslumbramento. 
O carro feito de bonecos em parceria com o Continente e que me parece que foi mesmo o primeiro carro dela. Uns bonecos de peluche dentro de um carro envolvido por pistolas... que nos fazem pensar em que mundo andamos nós.
O candeeiro que se vê ao som da Carmen de Bizet com os brincos mais espanholados que eu já vi, todos em plástico. E no qual vejo aquelas mulheres, com aqueles brincos, todas elas "Carmen" de nome ou de vida e de estilo.
Bem... e os  "a todo o vapor" vermelho e verde que, supostamente, deitariam mesmo vapor, mas que não está vísivel por causa dos efeitos que teria no Palácio. Mas cujas bocas abrem e fecham, tal e qual as flores e tal e qual os ferros de que são feitos nas mãos das mulheres a passar a ferro "a todo o vapor".
Esta exposição é uma coisa que merece ser vista, tem de ser vista, com os olhos de cada um.
Um imenso quotidiano rotineiro, às vezes de um quotidiano já "demodé" que selou uma época, mas sempre elevado à categoria de arte, de  um imenso e surpreendente bom gosto, um quodiano transformado, construído e apresentado no seu maior explendor, onde não falta o bom humor e a ironia.
Para mim, esta exposição é um hino de louvor às mulheres. Em cada peça eu vejo uma mulher. Uma mulher que lava tachos e panelas num dia e no outro se enfia em sapatos de tacão vertiginoso, nem que tenha que pagar preço de calos... Um mulher com um imenso coração português, onde cabe sempre mais um, a dar a vida aos pedacinhos do dia a dia pelos seus e por todos. Um coração feito de talheres, de pôr a mesa, de dar refeições, de passar a ferro, de enfeitar os móveis com naperons de renda feita pelas suas mãos mas que, no fim, é o coração mais bonito que se pode ver. O mais autêntico e verdadeiro ao som dos fados intemporais da Amália.
Revi-me e emocionei-me. Ao arrepio e às lágrimas. Eu lavo louiça, eu preparo refeições, no meu coração cabe sempre mais um e vê-lo assim, como o coração mais bonito feito de coisas de nada como talheres de plástico, emocionou-me. Sim! Emocionou-me imensamente. Porque tudo é uma questão de perspectiva. E eu acredito que as coisas grandes são feitas de coisas pequenas. Aprendi de um Santo a grandeza das coisas pequenas, Mas ver isto assim, na forma de arte, foi muito emotivo.
Mas não foi só isto....  No meu caso, no meu caso, no meu caso....
....Vi os cabelos. Sim. Os cabelos. Não só os da "Perruque", mas também os dos postes metálicos feitos por tranças de cabelos sintécticos, cada  um de sua cor. De repente, eu mesma, infeliz com um cabelo de miséria e pelas asneiras que tinha acabado de fazer  , senti-me PRODUNDAMENTE COMPREENDIDA.
É inexplicável Só por isso valeu a pena lá ter ido.
Por isso e pelo ORGULHO DE SER PROTUGUESA.
GRANDE MULHER ESTA JOANA!!!!!!
!!!!!!!!!!!
A Exposição da Joana Vasconcelos no Palácio Nacional da Ajuda!
Não deixem para o fim.... No final do mês de Agosto já não estará e é um crime não ir ver porque não nos esquecemos tão cedo....

22/07/2013

O mundo está a mudar. Ora vamos lá ver.

Que o mundo está a mudar, não temos dúvidas.
Mas a mudança chegou ao mundo da publicidade. Das marcas de luxo, sim. Mas num ambiente absolutamente inesperado. Se algum dia me dissessem que os sacerdotes iam integrar com um enorme estilo imagens de publicidade, eu diria que era impossível. Mas cá está. Em imagens de momentos que nos atiram para os valores da espiritualidade e que nos gritam que nós somos seres espirituais e que a religião faz parte da vida dos homens e das mulheres correntes. A imagem é tudo.
AH! Hoje tinha uma história para contar. Mais uma da minha vida. Mas o meu iphone resolveu não partilhar as fotografias com o computador ou é este que se recusa a recebê-las. São muito ciumentos um do outro.
 Vamos lá ver:

19/07/2013

Vestido em Campo de Ourique, Lisboa.



De um tecido super tecnológico, com um toque fabuloso e um cair direito / pesado, este vestido da Zara custa menos de 40€ e é da colecção nova.
O que tem de diferente são as costas e a saia assimétrica. E aqui fica a prova provada de que se podem usar vestidos sem costas sem andar descapotadas.

18/07/2013

Quando o tema é roupa interior...

Ora, quando o tema é roupa interior, uma pessoa fazia um tratado. Mas não é preciso. Porque tudo se resume a uma coisa: não é para se ver de fora. É interior, é íntima, é para nós, não é para o mundo ver.
Uma das coisas básicas em matéria de parâmetros mínimos de elegância é que a roupa de fora não deixe ver e não deixe que se note a roupa interior. E é muito feio a roupa interior ver-se ou notar-se de fora, simplesmente porque dá um ar ordinário e muito rasca.
Ora uma das coisas que me irrita é alças de roupa interior a ver-se de fora. Transporta-me para coisas sem categoria e ordinárias.
O que acontece é que, com mangas cavadas, ou se usa roupa interior com alças a cruzar nas costas, ou lá andam sempre as alças a ver-se!!!!!
E foi há dias na Triumph das Amoreiras (as meninas sabem aconselhar sobre roupa interior e as que me atendem sempre que lá vou estão super preparadas, o que é muito difícil nesta matéria e faz toda a diferença!!!!) que elas me disseram que este efeito de alças cruzadas (=para não se verem de fora das mangas cavadas) se pode conseguir com toda a roupa interior. Que eu fosse à Figfort no El Corte Inglés.
E lá fui e lá comprei, Por 1,40 € é das coisas mais úteis  que encontrei ultimamente. Há dois tamanhos, um maior e outro mais pequeno.  Num pacote vêm dois, um preto e um branco. Alargam-se as alças e com isto, pode usar-se tudo que não se vê! Não é preciso explicar, porque a imagem é tudo.
Assim como a nossa imagem é muito. Sempre com a roupa interior sem se ver. Sem se notar. Sem se imaginar. Ou seja, com uma ENORME CATEGORIA....
Vamos ver: